SIDEBAR
»
S
I
D
E
B
A
R
«
O Romantismo
out 18th, 2018 by Sardinha

O ROMANTISMO

     O Romantismo foi um movimento artístico e filosófico, de grande importância pelas mudanças que provocou no campo da criação. Pela primeira vez até então o artista não procurou representar os padrões de beleza consagrados, mas procurou antes de tudo exprimir os seus sentimentos. Buscou a liberdade individual. O romântico fugiu do contato com a realidade, deixando a visão subjetiva prevalecer. Considerou desumano o processo industrial, a preocupação com o lucro, a busca do máximo aproveitamento do tempo de trabalho e o acúmulo de capital. Para expressar sua desilusão se concentrou em temas de amores infelizes , cenas de loucuras, traições e tumultos passionais. Em outras ocasiões, na fuga da realidade, o artista optou por se concentrar nas representações da natureza, como sendo a salvação para o homem do período industrial, ou ainda por um apego a momentos passados, evocando o saudosismo de um momento não vivenciado. Este apego ao passado foi evidenciado nas soluções arquitetônicas do período, onde o período gótico foi visto como uma solução racional. Apareceu então o neogótico. As regras fixas e definidas deixaram de ser usadas, tanto na pintura como na escultura, mas foi na pintura que o movimento mostrou os seus grandes mestres: os franceses Gericault e Delacroix e os ingleses Constable e Turner e o espanhol Francisco de Goya.

Como resumo podemos definir o movimento apresentando  características  variadas : um acentuado subjetivismo , imaginação criadora , inspiração , volta ao passado ,valorização das coisas da terra ,  dos heróis, dos feitos , senso de mistério , valorização do sobrenatural . O Romantismo explode no primeiro quartel do século XlX .

O artista romântico cultua  a natureza , pois ela representa um motivo constante para as suas evasões , para suas meditações , um lugar de refrigério para a imaginação .

Na pintura , a liberdade de composição se revela na exuberância da cor , nos contrastes de luz e sombra , num retorno ao Barroco , nas pinceladas livres , irregulares .

Na arquitetura , revaloriza-se o gótico , o estilo considerado genuinamente europeu .

Na escultura , o dinamismo e o domínio da massa caracterizam o movimento , como se vê no francês Rude, autor de A  Marcelhesa   –  Grupo em alto – relevo no arco do Triunfo de Paris .

No folclore , o Romantismo descobre o rico e imenso  tesouro com que firma o nacionalismo .

A Fotografia
out 18th, 2018 by Sardinha

Fotografia

Fotografia é a técnica de criar imagens por exposição luminosa em uma superfície fotossensível.

A primeira fotografia reconhecida foi feita em 1826, pelo francês Joseph Nicéphore Niépce, no entanto o desenvolvimento da fotografia não pode ser atribuído apenas a uma pessoa. Diversas descobertas ao longo do tempo foram somadas para que fosse possível desenvolver a fotografia como é conhecida hoje. Químicos e físicos foram os pioneiros nesta arte, já que os processos da revelação da fixação da fotografia são essencialmente físico-químicos, numa associação de condições ambientais e de iluminação a produtos químicos.

Com o passar do tempo a essência da forma de fazer fotografia não mudou, no entanto, os avanços tecnológicos permitem cada vez mais melhorar a qualidade da fotografia, aumentar a resolução e a realidade das cores. A busca pela acessibilidade da fotografia também era grande preocupação logo em seu surgimento, a busca era intensa por materiais duráveis, eficazes e de baixo custo e pela aceleração no processo de revelação.

O desenvolvimento da fotografia colorida foi também um processo lento e que necessitou de muitos testes. O primeiro filme colorido foi produzido em 1907, mas ainda hoje a fotografia colorida não alcançou a definição da escala de tons que a sensibilidade do filme preto e branco possui.

Com o advento da fotografia digital, muitos paradigmas fotográficos foram alterados. Com aparelhos cada vez menores, mais simples de manipular e que produzem fotografias em alta qualidade, a internet facilitando o fluxo das imagens, a fotografia tornou-se algo muito mais simples e popular do que era.

A fotografia abrange várias áreas da vida e do cotidiano humanos, pois é o mecanismo que permite arquivar um momento. A fotografia, logo que surgiu, não era considerada arte, e atualmente ainda existe uma gama de opiniões adversas quanto a isso. Para alguns críticos, a fotografia não pode ser considerada arte por conta da facilidade que existe em produzi-la, em contrapartida, outros críticos acreditam que ela pode ser considerada como arte a partir do momento em que ela é uma interpretação da realidade, e não apenas uma cópia.

A fotografia contribui positivamente em muitas coisas, vários âmbitos profissionais a agregaram como meio de amplificar as possibilidades e produzir estudos detalhados e precisos. A fotografia é utilizada na medicina, no jornalismo – fotojornalismo – e na ciência, para o desenvolvimento de vários estudos.

Muitos cientistas pesquisaram sobre fotografia, a fim de melhorá-la e aperfeiçoá-la. Por conta disto, não se pode atribuir a apenas uma pessoa a criação ou o desenvolvimento da fotografia, o produto que temos hoje é uma soma de várias técnicas descobertas por algumas pessoas. Os principais nomes do início do desenvolvimento da fotografia foram: Joseph Nicéphore Niépce, Louis Jacques Mandé Daguerre, William Fox Talbot, Hércules Florence, Boris Kossoy e George Eastman.

                                      Revelação de Fotografias

revelação fotográfica é o processo químico que transforma a imagem latente registrada no filme fotográfico em imagem visível.

O processo da revelação de fotografias é dividido em cinco etapas, e é basicamente químico.

     A primeira etapa é a revelação. Neste estágio, é utilizado um produto químico denominado revelador, que por meio da reação de óxido-redução conclui a transformação dos haletos de prata, contidos no filme fotográfico, em prata metálica. Os reveladores são soluções alcalinas, geralmente à base de metol e hidroquinona.

     A segunda etapa é a interrupção. Neste estágio, é utilizado um produto químico que tem a capacidade de interromper a revelação da fotografia. Caso isso não seja feito, o revelador continua agindo até escurecer a fotografia por completo. Como as soluções reveladoras são alcalinas – básicas – são utilizadas soluções ácidas para interromper o processo. Os interruptores geralmente são compostos de ácido acético glacial – vinagre concentrado – ou ácido cítrico.

     A terceira etapa é a fixação. Neste estágio, são retirados da emulsão os cristais de  prata que não se transformaram em prata metálica na primeira etapa. Isto é necessário porque caso fiquem vestígios dos haletos de prata sobre a fotografia, estes resíduos com o tempo podem se decompor e manchá-la. A base do fixador é o tiossulfato de sódio, pois ele tem a capacidade de reagir com os cristais de prata e torná-los solúveis em água.

     A quarta etapa é a lavagem. A função da lavagem é de extrema importância para a obtenção de uma fotografia durável e de qualidade. É na lavagem que são retirados todos os resíduos químicos presentes na fotografia, e permanece apenas a imagem de prata metálica. A fotografia é lavada em água corrente, por alguns minutos, e o processo da retirada completa dos elementos reatores da fotografia se dá por difusão, em que os sais migram do meio saturado para o meio insaturado (água) em busca do equilíbrio químico. Existe também a utilização de sulfito de sódio para diminuir o tempo de lavagem e aumentar a eficácia da mesma.

     A quinta e última etapa é a secagem. As fotografias secam naturalmente, sem a utilização de tecidos ou papéis absorventes. Há também a utilização de estufas, mas a temperatura, neste caso, não pode ultrapassar os 40ºC.

Uma vez revelada, a fotografia não poderá mais ser apagada. No entanto, em processos de revelação precários, é possível que haja manchas e descoloramento no futuro, embora não a ponto de apagarem por completo a imagem.

O Realismo
out 18th, 2018 by Sardinha

O REALISMO

O movimento que dominou  a segunda metade do século XlX ,o Realismo coincide com o cientificismo , valorizando o objetivo , o sóbrio, o minucioso , expressão da realidade e dos aspectos descritivos .

Na arquitetura , os artistas se beneficiam do extraordinário avanço da técnica , e de materiais até então inexplorados , como o vidro  ,o ferro , o concreto armado .

Na Inglaterra se faz a primeira ponte de estrutura metálica , a ponte de ferro sobre o rio Severn, construída pelo inglês Wilkinsom, em 1755.

Em 1843, o francês Labrouste faz com ferro e aço a cobertura do salão da Biblioteca Santa Genoveva , em Paris .

Em 1851, em Londres , o Inglês Paxton faz o monumental “ Palácio de cristal “, em ferro e vidro .

Em 1889, Gustavo Eiffel levanta , em Paris , a famosa torre , hoje logotipo da “ cidade Luz”.

Em Chicago é construído o primeiro arranha – céu , pelo engenheiro Jenney , o “Home Insurance Building”.

Na escultura , o francês Rodin é o principal nome . Sua estátua de São João Batista demonstra o realismo e a técnica que levam o autor a ser considerado o iniciador da escultura moderna .

Na pintura, a “Escola de Bartizon “marca a passagem do Romantismo para o Realismo . Nela encontramos também os percursores do impressionismo e da arte moderna .

Pregava a valorização das possibilidades artísticas de representar a realidade. Neste movimento, os artistas optaram por representar as imagens do cotidiano de um modo real, aproveitando as sensações da luz e da cor. Os temas utilizados foram os populares, ligados à realidade visível e ao presente. Dentre os pintores realistas destacaram-se Corot, Courbet, Millet e Daumier.

Os arquitetos do período encaravam os novos materiais surgidos com a industrialização, como possibilidades de inovações na estrutura dos edifícios, mas eram incapazes de dar-lhes formas coerentes, o que resulta em composições de características ecléticas.

O século XIX foi marcado por descobrimentos técnicos e a industrialização exerceu influência em todos os campos. A arte se adaptou aos métodos de observação objetiva da ciência e tinha a ambição de resolver o problema social decorrente dos progressos mecânicos.

 

O NEOCLÁSSICO NO BRASIL
jul 31st, 2018 by Sardinha

PERÍODO NEOCLÁSSICO BRASILEIRO –  PARTE I

Dias depois de desembarcar na Bahia, em novembro de 1808, D.João VI abriu os portos do Brasil “ãs nações amigas”. Ao mesmo tempo parecem ter-se aberto também as mentes da corte para as potencialidades da colônia. Ao transformar o Brasil em Reino Unido de Portugal, D. João decidiu tornar o Rio de Janeiro a capital tropical do império luso. Para isso, fez desembarcar na cidade a missão artística francesa. Embora a discórdia interna e a inveja externa tenham sido marcas primordiais da estada da missão no Brasil, seu legado artístico e cultural foi monumental e duradouro. Com a missão desembarcou no Brasil o pintor Debret, cuja obra se tornaria a mais perfeita tradução do Brasil colonial e formaria a imagem que todos os brasileiros  letrados fazem desse período. A obra de Debret se confunde a de Rugendas, o pintor alemão que chegou ao Brasil pouco depois.

A missão francesa era formada por pintores, escultores e gravadores que haviam caído em desgraça na França após a derrota de Napoleão. Esses homens, que tinham ajudado a criar os “símbolos” e a estética da “nova” França, seriam responsáveis, entre outros tantas obras, pela fundação, no Rio de Janeiro, da Academia e Escola Real de Artes, que mais tarde se transformaria na Academia Imperial de Belas-Artes( e, após a proclamação da República, viria a ser a Escola Nacional de Belas-Artes). DURANTE MAIS DE UM SÉCULO, A ACADEMIA DITOU AS NORMAS DA PRODUÇÃO ARTÍSTICA E, ESPECIALMENTE NA SEGUNDA METADADE DO REINADO DE D.Pedro II, entre 1855 e 1885, se envolveria no processo que já foi chamado de “monumentalização” da história do Brasil.

Iniciou-se um período em que, pela visão de um nacionalismo conservador e exuberante, liderado pelo próprio imperador, toda a história do Brasil foi “redescoberta” e relida por uma visão “brasileira”, embora ainda reverente à herança lusitana. Os frutos historiográficos mais notáveis produzidos nesse período são os estudos eruditos publicados na revista do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro e na História Geral do Brasil, de Varnhagen. Tal projeto encontraria seu “braço pictórico” na obra de Pedro Américo, Vitor Meireles, Almeida Júnior, Rodolfo Amoêdo, Henrique Bernadelli, José Zeferino da Costa e Antônio Parreiras – pintores que, financiados por D.Pedro II, se encarregaram de produzir novas imagens do velho Brasil.

Polêmica desde o dia de sua fundação , a Academia Imperial de Belas Artes já foi acusada de ter “destruído” o que de mais iventivo havia na arte brasileira: o Barroco, “espécie de espírito genético da nossa estética”. Mas o barroco era basicamente medieval e, de certa forma, a vinda da missão “civilizatória” francesa significaria uma modernização nos padrões artísticos brasileiros de então. A academia se tornaria conservadora dos padrões neoclássicos por mais de 50 anos, especialmente durante o reinado de D.Pedro II. Junto com as gravuras de Debret, são as obras produzidas pela academia – principalmente os quadros de Pedro Américo e de Vítor Meireles – que ilustram os livros didáticos de história do Brasil. As imagens produzidas pelos “invasores” franceses  e holandeses em geral são desprezadas.

É próprio da imaginação histórica edificar mitos que, muitas vezes, ajudam a compreender antes do tempo que os forjou do que o universo remoto para o qual foram inventados.  Quando fabricaram as imagens pretendiam lançar as bases de um conceito de nacionalidade e estabelecer  seu “domínio” também no campo do imaginário. Assim, o classicismo da academia não era só um estilo artístico mas,  representava e se punha a serviço de  “um conjunto de valores sociais e políticos”, no seu esforço de criar a nova imagem da nação.

 

Extraído do  livro História do Brasil  – Zero Hora/RBS  jornal – Coordenação Eduardo Bueno – Adams Design

                 PERÍODO NEOCLÁSSICO BRASILEIRO –  PARTE II

Após a proclamação da República,  a Academia Imperial de Belas-Artes não apenas mudou de nome: mudou de direção e baniu os artistas ligados ao antigo regime. Mas como a República foi incapaz de produzir uma  estética própria, nem tentou redefinir politicamente o uso da estética anterior, a pintura histórica continuou sendo feita pelos moldes anteriores – eventualmente até pelos mesmos pintores ( Pedro Américo,  por exemplo, pintou Tiradentes, logo elevado à categoria de “símbolo” do novo regime, em 1894). Não só a estética era a mesma; seus fins permaneceram inalterados.

Pouco importa que a realidade tenha sido bem distinta da imagem. Em 1895, fundado o Museu Paulista, dirigido por Hermann von Ihering, iniciou-se o projeto de fabricação do mito do bandeirante impávido.

O NEOCLÁSSICO
jul 31st, 2018 by Sardinha

O NEOCLASSICISMO

O século XIX foi marcado pela mistura entre subjetividade e objetividade; o estilo neoclássico pelo racionalismo, onde os aspectos intelectuais em geral predominaram sobre o emocionais. As criações neoclássicas apresentavam harmonia e beleza, baseando-se nos modelos clássicos do passado grego-romano. O belo ideal trouxe a perfeição e a objetividade das linhas acadêmicas, mas limitou a imaginação do artista, que passou a seguir modelos pré-determinados de composição, representação e cromatismo. Foram realizados estudos, na antiguidade clássica, para saber quais as proporções ideais para a construção de um prédio e estas foram repetidas com precisão neste período. Os pintores e escultores neoclassicistas copiavam os baixos relevos e as estátuas antigas para aperfeiçoar sua técnica. A principal virtude artística deste período era a cópia exata e não a criação de novos elementos. O melhor artistas era aquele que copiava com maior perfeição. O pintor que mais se destacou neste período foi David que se tornou um ditador artístico, influenciado desde o desenho do mobiliário até os trajes femininos.

O neoclassicismo teve grande influência na arquitetura dos Estados Unidos da América. No Brasil foi o motivo da implantação da Academia Imperial de Belas Artes, que oficializou o ensino das artes plásticas, abrindo espaço para a formação de importantes artistas acadêmicos em nosso país como é o caso de Vitor Meireles e de Pedro Alexandrino.

A teoria de existe uma beleza pura , absoluta , ideal , uma beleza que não se encontra na natureza mas no espírito humano , uma beleza fruto da técnica e do estudo , regida pela razão , encontra aceitação nas academias de arte , principalmente na França .

Suas características principais :

–  Retorno ao passado ,pela imitação dos modelos antigos grego – latinos;

–  academicismo nos temas e nas técnicas , isto é, sujeição aos modelos e às regras ensinadas nas escolas ou academias de belas – artes ;

–  convencionalismo rígido , nos temas e nas técnicas , derivado do estudo das obras da antigüidade grego – romana ;

–  arte entendida como imitação da natureza , num verdadeiro culto à teoria de Aristóteles .

Na pintura , observa-se formalismo na composição e, refletindo o racionalismo dominante , exatidão nos contornos . Distinguem-se os pintores franceses David ( 1748-1825) , introdutor da pintura neoclássica na França  e Ingres ( 1780-1867) , desenhista , autor de obras de contornos nítidos e formas puras .

Na arquitetura , a imitação dos modelos clássicos é clara , como se pode ver no arco do triunfo da praça L’Etoile , em Paris , projetado por Chalgrin , celebrando a vitória de Napoleão Bonaparte em Austerlitz e na porta de Brandemburgo , em Berlim , comemorando os feitos de Frederico ll , projetada pelo alemão Langhans.

Na escultura , merece menção o escultor italiano Canova , grande perito no trato com o mármore e autor de obras famosas como: Perseu e a estátua de Paulina Bonaparte Borguese .

OS PINTORES DE NASSAU
maio 15th, 2018 by Sardinha

Os Pintores de Nassau

 

Não foi exatamente como se Rembrandt ou Rubens tivessem desembarcando nos tópicos. Mas foi quase. Seis pintores faziam parte da comitiva que Maurício de Nassau trouxe para Recife. Todos tinham casa e comida, salário fixo e muito trabalho pela frente: seriam os primeiros pintores a registrar a exuberante natureza do Novo Mundo. A obra e mesmo o nome de um deles se perderam na história. Pierre de Gondreville produziu pouco e Cornelis Golijath era mais cartógrafo do que propriamente um artista. Zacharias Wagener, mero soldado raso a serviço da Cia das Índias Ocidentais, não constava da lista oficial. Mas, desde sua chegada no Brasil, em 1634, esse alemão de Dresden demonstrou muita habilidade e um interesse permanente pela natureza do país. Promovido a “dispenseiro-escrevente” e a escrivão particular de Nassau, Wagener, simples “pintor de domingo”, acabou produzindo centenas de aquarelas e litogravuras dos animais brasileiros. Ao retornar para a Europa, em 1643, levava consigo os originais do “Thierbhch”, ou Livro dos Animais, uma espécie de versão popular da História Naturalis Brasilae, de Marcgraf. Mais do que isso: a obra de Wagener teve grande influência sobre Albert Eckhout. E, junto com Frans Post, Eckhout foi um gênio da arte no Brasil.

Albert Eckhout nasceu em Groningen, na Holanda, em 1610. Viveu no Brasil dos 27 anos aos 34 anos de idade. Sentava-se à mesa do jovem conde, que chegou ao país com 33 anos, em companhia de Frans Post, dois anos mais moço do que Nassau. Eckhout foi um pintor naturalista com excepcional domínio do desenho de modelos vivos, dono de um estilo altamente individual e detalhista, disposto a documentar tipos humanos, plantas e animais que os europeus jamais haviam visto – e, portanto, nunca haviam retratado. Eckhout era fascinado pelo exótico. Seus retratos em tamanho natural de índios, mamelucos e negros, porém, lhes concede, além de rigor antropológico e etnográfico, uma grande dose de altivez e dignidade: Eckhout pintou indivíduos, não meros exotismos tropicais. Sua obra foi magnificamente complementada pela de Frans Post, cultuou das paisagens brasileiras que deixou fascinar pela luminosidade e pelo viço dos tópicos – elementos que tão bem soube capturar em suas telas. Ao retornar para a Europa, Nassau doou os quadros de Post ao rei Luis XIV, da França, e os de Eckhout para Frederico III, da Dinamarca. O encanto que eles despertaram então permanece inalterados mais de 350 anos depois.

PERÍODO COLONIAL BRASILEIRO
maio 15th, 2018 by Sardinha

PERÍODO COLONIAL BRASILEIRO

 

Arte centrada no convento e moldada ao convento, no período colonial a Igreja é o centro da vida social. Na vida civil, além de faltar ambiente para o desenvolvimento da arte, havia leis que proibiam o requinte nas construções.

Refletindo o Barroco português, a decoração com colunatas, volutas e relevos nas fachadas variam das mais ricas às mais simples. As torres são modificações introduzidas para combinar o tradicional com as inovações barrocas da Itália.

Principais monumentos da arte colonial: No Norte:

  • Pará : Belém e Vigia.
  • Maranhão: São Luís e Alcântara.
  • Piauí:
  • Ceará:

Em Belém destacam-se as igrejas de São Francisco Xavier, das  Mercês e a catedral,  onde se encontra um rico acervo do Barroco e Rococó. Em São Luís e Alcântara, são notáveis as construções civis, em que se destacam os sobrados azulejados, além das igrejas.

No litoral nordeste, grande  influência  da arte portuguesa do século XVI:

  1. Pernambuco: Nossa Senhora da Graça, feita pelos jesuítas; Nossa Senhora das Neves, em Olinda, pelos franciscanos; abadia de São Bento, em
  2. Espírito Santo: convento da Penha, dos franciscanos, em Vitória.
  3. Bahia:
  • século XVI: colégio dos Jesuítas, hoje catedral da Bahia, por Francisco Dias, arquiteto jesuíta; igreja de São Francisco, em  Salvador;  abadia de São Sebastião, em Salvador, a  mais antiga  da América.
  • século XVII: convento de São Bento, convento das Carmelitas, Conceição da Praia, Senhor do Bonfim.

No litoral centro-sul, as mais importantes obras são do século XVII:

  1. Rio de Janeiro: mosteiro de São Bento, convento de Santo Antônio – a obra-prima do Barroco no Brasil; igreja de S. do Parto; Senhor dos Passos; São Francisco da Penitência; N.S. da Glória do Outeiro.
  2. São Paulo: igreja do Embu; abadia Nossa Senhora da Assunção; convento S. do Desterro, em Santos.

No interior:

Enquanto no litoral as obras se conservaram mais ou menos fiéis à sua origem, com poucas modificações, no interior, a distância, a dificulda­de de comunicação e transporte e o amadurecimento da arte e dos artistas brasileiros levam a modificações sensíveis na arquitetura .

Minas Gerais é o mais importante centro do Barroco brasileiro, destacando-se os artistas Ma­nuel Francisco Lisboa, pai do Aleijadinho, Francisco Pombal, irmãos Arouca, Xavier de Brito, José Coelho Noronha, João Gomes Batista.

Antônio Francisco  Lisboa ,  o  Aleijadinho, é o maior artista do período colonial brasileiro. Inova o espaço, a talha , a escultura, revolucionando o Barroco, passando-o para o Rococó. São Francisco de Assis, em Ouro Preto, N.S. do Carmo, em Sabará, São Francisco, em São João Del Rei, são monumentos da arquitetura do século XVIII.

As obras do Aleijadinho estão principalmente em Ouro Preto e Congonhas do Campo , notando-se principalmente os seus trabalhos em escultura, os Profetas, feitos em pedra-sabão, que ornamentam a fachada e o adro da igreja de Congonhas .

Urbanismo

 

As cidades no período colonial não apresentavam nenhum planejamento urbano: sem higiene, sem escoamento de águas, ruas estreitas  e  sinuosas, casas ligadas umas às outras,  ausência  de jardins e plantas.

No final do século XVII,  no  Rio  de Janeiro, o vice-rei D. Luís de Vasconcelos se preocupa em remodelar a cidade. Surge então o nome do mulato brasileiro, que estudara em Portugal, Valentim da Fonseca e Silva, que executa obras de paisagismo, arquitetura e  esculturas,  principalmente  as do Passeio Público, lagos, estátuas, grades de ferro.

O ROCOCÓ
maio 15th, 2018 by Sardinha

O ROCOCÓ

 

O termo francês rocaille , que significa concha , deu origem ao termo rococó   –  uma forma de decoração baseada na estilização de conchas .

Trata-se de um estilo rebuscado e aristocrático , bastante requintado , muito empregado pelos decoradores da fase final do barroco francês , predominando na arte européia do século XVlll .

Na arquitetura , o Rococó limita-se à decoração de prédios barrocos ou renascentistas .

Os exteriores tendem para a simplicidade , enquanto os interiores possuem grande quantidade de ornatos de estuque , metal ou porcelana ,  com  aparelhos ricamente emoldurados e pinturas de tons claros .  Os tetos , que no barroco eram ilusionistas , passam a ser decorados com arabescos e conchas  ( “rocailles “) .

Na escultura , há um abrandamento das formas barrocas , com  larga difusão das estátuas decorativas de porcelana , que ,tendo começado na Alemanha logo se difundiu por toda Europa .

Na pintura , nota-se maior difusão da luz, cores transparentes , com o emprego de tons suaves .       Desaparecem os fortes contrastes de luz e sombra , bem como as pastosas pinceladas do Barroco .

A temática é quase sempre de cenas do cotidiano , da vida pastoril , temas mundanos e fúteis substituem os temas religiosos e épicos . Surge o gosto pela mitologia e pelos ornatos de estilo oriental .

O BARROCO
fev 20th, 2018 by Sardinha

O BARROCO Folha 1

O Barroco foi um tipo de manifestação artística entre os séculos XVI e XVIII. No Brasil, podemos encontrar arte barroca até meados do século XIX. Foi um período marcado pela luta entre a igreja católica e a protestante.
Os jesuítas são os principais divulgadores do Barroco , espalhando seus templos por todo o mundo, na luta contra a Reforma.
A igreja católica procurava envolver o povo pela emoção, realizando uma propaganda religiosa através da arte. Exploravam a dramaticidade através do aspecto teatral das obras e do gosto pelas cenas de martírio. Trabalharam o sensualismo, usando o mundo das aparências através da textura da seda, do cetim e do veludo.
Já a igreja protestante assumiu uma postura mais racional, com interesse político, onde a arte foi caracterizada por retratos da realidade e por temas corriqueiros do cotidiano.
O nome barroco se deve à crítica neoclassicista para depreciar a arte que lhe antecedeu , arte livre e exuberante .
Um dos principais aspectos da estética barroca é o sentido religioso , o misticismo , a exuberância de um caráter ascensional . A presença de Deus se agiganta , sufocando o próprio homem.
Caracterizou-se pelo movimento sinuoso e retorcido das formas, pela exuberância de detalhes e ornamentos sem função prática. Muita ostentação, abuso das linhas curvas e sinuosas, sendo que a elipse e o ¨s¨ foram as principais formas utilizadas neste período.
É uma época de conflitos espirituais , filosóficos e morais . O homem se coloca em constante dualismo : paganismo X cristianismo e espírito X matéria . A arte levava o espectador a um extremo de emoção. O emocional sobrepõe o racional ; a busca de efeitos decorativos e visuais , através de curvas , contracurvas , colunas retorcidas , movimentação de formas , abundância de elementos decorativos , contrastes ; formas livres , fuga do geométrico , predomínio do vertical ; entrelaçamento da arquitetura e da escultura ; violentos contrastes de luz e sombra , figura vindo para a frente , contrastando com o fundo escuro ; pintura de tetos com efeito ilusionistas , dando-nos às vezes a impressão de ver o céu , tal a aparência de profundidade conseguida .
A pintura dava ênfase sobre a luz e a cor, desprezando o equilíbrio simples. Em todo o barroco houve preferência por composições complicadas e uso de formas sinuosas, marcadas por pinceladas impulsivas e pastosas. O tom castanho predominou e era acentuado pelo contraste claro-escuro e pelo antagonismo da luz e sombra. Dentre os pintores destacaram-se Caravaggio, Rubens, Velásquez, Van Dyck, Frans Hals, Verneer e Rembrandt.
A arquitetura era caracterizada por elementos supérfluos e por sua repetição. As formas das construções clássicas foram usadas e combinadas entre si. Romperam com o movimento ritmado do Renascimento, introduzindo volutas e cimalhas curvas em suas fachadas o que impunha à arquitetura a idéia de movimentação e dinamismo. Os arquitetos que se destacaram foram Bernini e Barromini.

O BARROCO Folha 2

A escultura procurou ser sensual, apelativa e emocional, mostrando um profundo conhecimento do corpo humano. Representou figuras dotadas de movimento, gestos violentos e contorcidos e roupagens revoluteadas, aumentando o efeito de excitação e movimento. Nesta área devemos destacar as produções do também arquiteto Bernini.
O Barroco teve grandes manifestações plásticas no Brasil e o principal nome a ser destacado é o de Antônio Francisco Lisboa ( o Aleijadinho ), por suas produções escultóricas, arquitetônicas e decorativas, onde trabalhou a forma barroca com grande qualidade expressiva.
Na França , o Barroco tem como obra mais importante , na arquitetura , o palácio de Versailles , obra de Luís de Vau e Júlio Monsart .
Na península Ibérica , o Barroco adquire prestígio , principalmente na Espanha . Na escultura destacam-se Alonso Cano , Martinez Montañes e Gregório Hernández . Na pintura , José Ribera, considerado “o Caravaggio espanhol “, Murilo e Velásquez, um dos maiores gênios da pintura universal .
Nos países baixos , destacam-se os pintores holandeses Franz Hals e Rembrandt e os Belgas Van Dick e Rubens .

-Considerações:

– Gian Lorenzo Bernini ( 1590-1680) , arquiteto , urbanista , decorador e escultor . Sua principal obra é a praça de São Pedro , no Vaticano ,com a famosa colunata .
– Tintoretto, precursor do novo estilo .
– Caravaggio ( 1573-1610) , grande decorador e pintor barroco , famoso pelo realismo e inspiração popular de seus personagens .
– Andrea de Pozzo ( 1642-1709) , decorador de tetos , famoso pela técnica ilusionista , e autor do painel da “Chiesa Gesu” , em Roma , principal templo jesuíta .

REGRAS 2018
fev 18th, 2018 by Sardinha

REGRAS PARA 2018 – ARTES
A) Corriqueiras:
1- A ausência do aluno deverá ser justificada através de Atestado Médico ou Justificativa Pessoal do Responsável diretamente com o Professor ou Orientador Educacional no primeiro dia de aula subsequente a ausência;
2- Somente será permitido a entrada do aluno em sala de aula até 10 minutos após o sinal , salvo se o aluno apresentar justificativa;
3- É determinantemente proibido o uso de celular e aparelhos semelhantes em sala de aula, sob pena do aparelho ser recolhido e entregue a autoridade escolar;
4- Será permitido o aluno ir ao banheiro somente em caso extremo de necessidades;
5- Os trabalhos aplicados somente serão aceitos na data pré-determinada pelo professor. Caso, na data de entrega, o aluno não cumprir seu compromisso, somente será aceito mediante justificativa ( Atestado médico ou presença do Responsável pelo aluno);
6- A pontuação do caderno será aplicada em dia não divulgado pelo professor. Portanto, o caderno deverá acompanhar o aluno em TODAS as aulas;
7- A recuperação será PARALELA, ou seja, para cada instrumento aplicado, uma recuperação será aplicada. Não haverá recuperação no final do bimestre. Os textos no caderno para pontuação não terão recuperação;
8- Os alunos serão fotografados para questão de identificação pessoal, sendo o professor responsável em NÃO vincular as imagens na mídia sem autorização do aluno;+
9- Os trabalhos confeccionados serão fotografados ou filmados para eventual pontuação e avaliação.
B) TRABALHOS PRÁTICOS:
10- As pesquisas serão confeccionadas em meio digital, sendo utilizados os programas PowerPoint e Word;
11- Os trabalhos deverão ser enviados por e-mail do aluno para o e-mail do professor. O prazo para o envio do trabalho será até 00:00 h do dia estipulado. O não cumprimento do prazo, ou seja, o envio do trabalho após o prazo estipulado, será considerado tarefa não cumprida pelo aluno, culminando na perda dos referidos pontos do instrumento em questão;
12- Os trabalhos poderão ser enviados por qualquer dispositivo eletrônico ( computador, tablet, celular e TV ) que esteja ligado a internet. Caso o aluno não possua nenhum dispositivo mencionado acima, solicitar a um colega, parente ou buscar uma Lanhouse para efetuar o envio;
C) FORMAS DE AVALIAÇÃO:
13 – O aluno será avaliado por meio de instrumentos diferentes entre si. Para cada instrumento, uma pontuação. Por bimestre, serão aplicados de 4 a 5 instrumentos, sendo divididos da seguinte forma:
.Instrumento 1 – Textos
.Instrumento 2 – Pesquisa
. Instrumento 3 – Prático
. Instrumento 4 – Avaliação escrita
. Instrumento 5 – Avaliação Atitudinal
Cada instrumento terá uma pontuação, que somados chegarão aos 100 pontos bimestrais. A pontuação de cada instrumento poderá variar bimestralmente, dependendo do andamento do conteúdo. Cada instrumento terá sua respectiva recuperação, com exceção do instrumento 1(Textos) e 5(Atitudinal);
14- A avaliação atitudinal será dividida em três itens: Assiduidade (frequência). O aluno terá direito a 25% de faltas dentro do bimestre. Acima deste percentual, neste item, ficará sem a pontuação do item avaliado;
Responsabilidade/comprometimento: refere-se a efetiva entrega dos trabalhos e realização das avaliações bimestrais. A não entrega de algum trabalho ou a ausência em alguma avaliação bimestral, o aluno ficará sem a pontuação do item avaliado;
Comportamento: refere-se as atitudes e convivência dos alunos dentro de sala de aula. Caso o aluno apresente atitude comportamental fora dos limites estabelecidos em sala de aula, o aluno ficará sem a pontuação referente ao item avaliado.
15- A avaliação escrita possui o caráter acumulativo de conteúdo, ou seja, ao longo do ano, a matéria irá acumulando, culminando em avaliações com o conteúdo acumulado. Logo, no segundo bimestre, a avaliação terá conteúdo do primeiro e segundo e assim sucessivamente.
D) FECHAMENTO BIMESTRAL:
16- O fechamento bimestral será apresentado em projeção no quadro à partir de uma planilha contendo todos os instrumentos listados com as respectivas notas de cada aluno. Após análise do fechamento bimestral, será executado o plano de ação para o bimestre seguinte, observando rendimento, porcentagens, pontos positivos e negativos. Tudo feito em conjunto com os alunos.

SIDEBAR
»
S
I
D
E
B
A
R
«
»  Substance: WordPress   »  Style: Ahren Ahimsa