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O BARROCO
fev 20th, 2019 by Sardinha

O BARROCO Folha 1

O Barroco foi um tipo de manifestação artística entre os séculos XVI e XVIII. No Brasil, podemos encontrar arte barroca até meados do século XIX. Foi um período marcado pela luta entre a igreja católica e a protestante.
Os jesuítas são os principais divulgadores do Barroco , espalhando seus templos por todo o mundo, na luta contra a Reforma.
A igreja católica procurava envolver o povo pela emoção, realizando uma propaganda religiosa através da arte. Exploravam a dramaticidade através do aspecto teatral das obras e do gosto pelas cenas de martírio. Trabalharam o sensualismo, usando o mundo das aparências através da textura da seda, do cetim e do veludo.
Já a igreja protestante assumiu uma postura mais racional, com interesse político, onde a arte foi caracterizada por retratos da realidade e por temas corriqueiros do cotidiano.
O nome barroco se deve à crítica neoclassicista para depreciar a arte que lhe antecedeu , arte livre e exuberante .
Um dos principais aspectos da estética barroca é o sentido religioso , o misticismo , a exuberância de um caráter ascensional . A presença de Deus se agiganta , sufocando o próprio homem.
Caracterizou-se pelo movimento sinuoso e retorcido das formas, pela exuberância de detalhes e ornamentos sem função prática. Muita ostentação, abuso das linhas curvas e sinuosas, sendo que a elipse e o ¨s¨ foram as principais formas utilizadas neste período.
É uma época de conflitos espirituais , filosóficos e morais . O homem se coloca em constante dualismo : paganismo X cristianismo e espírito X matéria . A arte levava o espectador a um extremo de emoção. O emocional sobrepõe o racional ; a busca de efeitos decorativos e visuais , através de curvas , contracurvas , colunas retorcidas , movimentação de formas , abundância de elementos decorativos , contrastes ; formas livres , fuga do geométrico , predomínio do vertical ; entrelaçamento da arquitetura e da escultura ; violentos contrastes de luz e sombra , figura vindo para a frente , contrastando com o fundo escuro ; pintura de tetos com efeito ilusionistas , dando-nos às vezes a impressão de ver o céu , tal a aparência de profundidade conseguida .
A pintura dava ênfase sobre a luz e a cor, desprezando o equilíbrio simples. Em todo o barroco houve preferência por composições complicadas e uso de formas sinuosas, marcadas por pinceladas impulsivas e pastosas. O tom castanho predominou e era acentuado pelo contraste claro-escuro e pelo antagonismo da luz e sombra. Dentre os pintores destacaram-se Caravaggio, Rubens, Velásquez, Van Dyck, Frans Hals, Verneer e Rembrandt.
A arquitetura era caracterizada por elementos supérfluos e por sua repetição. As formas das construções clássicas foram usadas e combinadas entre si. Romperam com o movimento ritmado do Renascimento, introduzindo volutas e cimalhas curvas em suas fachadas o que impunha à arquitetura a idéia de movimentação e dinamismo. Os arquitetos que se destacaram foram Bernini e Barromini.

O BARROCO Folha 2

A escultura procurou ser sensual, apelativa e emocional, mostrando um profundo conhecimento do corpo humano. Representou figuras dotadas de movimento, gestos violentos e contorcidos e roupagens revoluteadas, aumentando o efeito de excitação e movimento. Nesta área devemos destacar as produções do também arquiteto Bernini.
O Barroco teve grandes manifestações plásticas no Brasil e o principal nome a ser destacado é o de Antônio Francisco Lisboa ( o Aleijadinho ), por suas produções escultóricas, arquitetônicas e decorativas, onde trabalhou a forma barroca com grande qualidade expressiva.
Na França , o Barroco tem como obra mais importante , na arquitetura , o palácio de Versailles , obra de Luís de Vau e Júlio Monsart .
Na península Ibérica , o Barroco adquire prestígio , principalmente na Espanha . Na escultura destacam-se Alonso Cano , Martinez Montañes e Gregório Hernández . Na pintura , José Ribera, considerado “o Caravaggio espanhol “, Murilo e Velásquez, um dos maiores gênios da pintura universal .
Nos países baixos , destacam-se os pintores holandeses Franz Hals e Rembrandt e os Belgas Van Dick e Rubens .

-Considerações:

– Gian Lorenzo Bernini ( 1590-1680) , arquiteto , urbanista , decorador e escultor . Sua principal obra é a praça de São Pedro , no Vaticano ,com a famosa colunata .
– Tintoretto, precursor do novo estilo .
– Caravaggio ( 1573-1610) , grande decorador e pintor barroco , famoso pelo realismo e inspiração popular de seus personagens .
– Andrea de Pozzo ( 1642-1709) , decorador de tetos , famoso pela técnica ilusionista , e autor do painel da “Chiesa Gesu” , em Roma , principal templo jesuíta .

ARTE CRISTÃ PRIMITIVA
fev 13th, 2019 by Sardinha

ARTE PALEOCRISTÃ – Parte I

 

     Na época da arte paleocristã, a filosofia e as artes já haviam sentido o impacto do período helenístico, momento de crise e expansão marcado pelas “novidades” trazidas do Oriente por homens como Alexandre, o Grande, em suas campanhas militares.

Um novo estilo de vida, imperturbável, começa a aparecer no mundo grego com Epicuro, que ressaltava o papel da amizade na busca da felicidade, e com Zenão de Cítio, pai do estoicismo, que propunha uma vida de acordo com a  natureza, que para ele estava repleta da presença dos deuses. O estoicismo marcou bastante o cristianismo, uma vez que, que para os estoicos, os deuses se manifestavam no mundo material, tal qual a razão (logos) seminal e o sopro divino. Essas filosofias serviram de base para o cristianismo em seu surgimento e o período é fascinante também porque o pensamento e a arte cristã se consolidaram em  Roma nos primeiros séculos dessa era. Assim, o cristianismo representava uma nova maneira de pensar e agir.

A restrição inicial ao culto cristão caracteriza a produção artística desta época, em que são revelados todo o simbolismo das catacumbas e o contexto das perseguições religiosas. Esse período de transição e assimilação marca a estética da arte paleocristã, que sempre traz em si tradições artísticas grego-romanas, orientais e médio-orientais, só que agora traduzidas nas figuras dos apóstolos e santos nas igrejas, e cifradas nos símbolos dos mártires e na narrativa bíblica.

 

ARTE PRIMITIVA CRISTÃ

 

      Não se pode compreender a arte medieval sem ter como referência “a nova fé”, o cristianismo, que se iniciou na Idade Antiga, mas seu culto foi aceito e regido dentro de um novo período designado por Idade Média (476 a 1453). A arte primitiva cristã é uma arte de caráter religioso que apareceu como tradição, marcando a passagem da Idade Média para a Idade Moderna.

A partir do nascimento de Jesus Cristo, durante o Império Romano e sob o reinado de Augusto, surgiu uma nova religião conhecida como cristianismo. Seus seguidores foram perseguidos até o século IV d.C., pois os romanos os consideravam ateus perante seus deuses.

As invasões bárbaras, a exaustão dos recursos financeiros, as disputas de classes sociais e a corrupção política e administrativa foram as causas que levaram o império Romano ao declínio.

O povo, impotente diante do colapso social, voltou-se ao misticismo, encontrando conforto na religião cristã. A nova religião pregava a adoração a um deus único e não fazia distinção social; todos eram irmãos em busca da salvação, perante o amor de Cristo.

O cristianismo utilizou-se de figuras e símbolos pagãos, isto é, greco-romanos, dando a eles uma nova conotação. O virtuosismo das pinturas helenísticas da época já não atendia às necessidades de representação de um povo que buscava dentro da espiritualidade uma nova forma de expressão.

Essa filosofia não era bem vista aos olhares dos imperadores romanos, que se sentiam ameaçados, gerando uma violenta oposição do Estado frente ao cristianismo, considerando um inimigo poderoso. Tal situação viria a mudar a trajetória da arte.

 

CATACUMBAS

ARTE CRISTÃ PRIMITIVA – PARTE II
fev 13th, 2019 by Sardinha

ARTE PALEOCRISTÃ – Parte II

As catacumbas, invioláveis pela lei romana, serviam como refúgio para a população cristã perseguida que, ao mesmo tempo em que venerava seus mortos, se reunia para pregar e difundir a nova religião, pela qual eles seriam agraciados com a ressurreição para a vida eterna.     A palavra catacumba, em latim, significa “cavidade”; as catacumbas eram buracos subterrâneos destinados ao sepultamento dos mortos. Elas eram cavadas em rochas esponjosas e tinham cerca de 4 metros de altura por 1 metro de largura. Nas paredes dos corredores eram encontradas cavidades suficientes para receber três corpos colocados em posição horizontal.

Em determinados espaços, as galerias se ampliavam, formando lugares maiores nos quais os cristãos se reuniam. Somente após o cristianismo tornar-se religião oficial, esses locais passaram a ser usados nas cerimônias fúnebres realizadas pelos bispos. Era na escuridão e no silêncio das catacumbas que os cristãos registravam seus encontros pintando símbolos nas paredes.

Segundo as leis romanas, um cadáver não poderia ser enterrado nem cremado dentro da cidade; geralmente, elegiam um lugar para os sepultamentos próximos às vias que partiam da cidade. Esses lugares eram denominados necrópoles.

A palavra necrópole era utilizada pelos pagãos; já os cristãos preferiam a palavra cemitério – termo inventado por eles, derivado do verbo grego Koimao, que significa dormir. Ao empregar este termo, percebe-se claramente a fé dos cristãos, pois o cemitério era o lugar do sono de espera para a ressurreição do corpo.

Nos corredores existentes, o ar era frio – devido à umidade – e abafado, porém existiam algumas aberturas no teto que recebiam luz e ventilação, facilitando a respiração.

A FUNÇÃO DA ARTE PRITIVA CRISTÃ

As pinturas encontradas nas catacumbas eram afrescos de caráter simbólico e metafórico, que adornavam os túmulos, os altares e os oratórios. Sua função não se restringia a embelezar e enaltecer a morada do falecido, também propagavam o cristianismo, mostrando que a morte não era o final, ao contrário, representava porta de entrada para a vida eterna. As decorações eram lineares e esquemáticas, muito simples e toscas. Traziam características da arte greco-romana e não eram concebidas pelos artífices da época, mas por homens do povo, adeptos da nova religião.

O pintor das catacumbas não se preocupava em apresentar a cena com maior dramaticidade; objetivava mostrar a força do poder espiritual da salvação – as ideias de clareza e simplicidade superavam as de fiel imitação.

Houve grande facilidade de adaptação dos motivos tradicionais – flores, frutas, fauna e cupidos – aos temas criados pelos cristãos, inspirados no Antigo e no Novo Testamento.

No início, o cristianismo não alterou as formas do desenho, apenas seu conteúdo. Sua função era essencialmente pedagógica; encarregava-se de mostrar aos analfabetos em que deveriam acreditar. A mitologia greco-romana teve seu posto tomado pelas lendas cristãs; as narrativas bíblicas retratavam as ideias de ressurreição e salvação pela fé, como nas cenas de Noé, Jonas lançado ao mar e a ressurreição de Lázaro. O Redentor aparece na figura do Bom Pastor; e a Nossa Senhora, na figura da Madona com o Menino. Outro símbolo muito importante entre os cristãos, encontrado nas catacumbas, é o pão e o peixe, pois relacionavam-se ao milagre da multiplicação e também à figuração da eucaristia.

Extraído do livro “Arte Primitiva Cristã” de Sueli Lemos e Edna Ande – Ed. Callis – 2013

ARTE BIZANTINA
fev 13th, 2019 by Sardinha

A Arte e a Idade Média

Na idade Média, a arte tem suas raízes na época conhecida como paleocristã. Trazendo profundas modificações no comportamento humano, o Cristianismo promoveu profundas modificações na arte, que se voltou para a valorização do espírito.

 A arte Bizantina

       Constantino, grande imperador romano que reinou de 306 a 337 (ano de sua morte), tomou duas decisões que mudaram para sempre a história da humanidade: oficializou o cristianismo e fundou uma nova capital imperial em Bizâncio.

Quanto ao local da nova capital, Constantino, olhando para o Oriente, Escolheu uma cidade fortificada grega chamada Bizâncio. A cidade daria seu nome ao Império Bizantino, assim como Constantino daria o seu à cidade que passaria a chamar-se Constantinopla. Conhecida como “ Nova Roma”, Constantinopla trazia consigo heranças romanas na ideologia e na administração; somente o latim não conseguiu ser incorporado nessa capital romana, onde o grego permaneceu como língua oficial.

Constantino rompeu com as tradições do Império Romano ao conceder liberdade religiosa aos cristãos e, no famoso Édito de Milão de 313, concedeu a todos os homens a liberdade de seguir a religião que quisessem. Tal ato abriu caminho para a conversão ao cristianismo, que foi oficializado nos territórios romanos somente em 391, por Teodósio.

Após a divisão do império em dois, o Império Romano do Ocidente enfraquecia com as invasões bárbaras, já o Império Romano do Oriente permanecia unificado sob o poder do Imperador, progredindo fabulosamente. O desenvolvimento do comércio exterior garantia o luxo e a riqueza da cidade ao propiciar uma arte luxuosa e rica em decoração, desenvolvida no Oriente. Essa arte podia ser vista nos mosteiros e monumentos espalhados por toda a região mediterrânea e nos países eslavos da Europa do Leste, perdurando por toda a Idade Média.

Apesar de Enfrentar várias crises políticas, o império manteve-se unido até 1453, quando os turcos otomanos tomaram Constantinopla – que teve seu nome mudado para Istambul.

O Império Bizantino conquistou seu apogeu político e cultural durante o governo de Justiniano, que durou de 527 a 565 d.C.

Esse estilo de arte corresponde a uma época de afirmação da Igreja Cristã, somente quando a religião é oficializada, a arte perde seu caráter popular e assume uma forma solene e majestosa. Enquanto a arte paleocristã pregava a pobreza e a santidade, essa nova arte é caracterizada pela concepção Imperial de ostentação.

Com o objetivo de expressar a autoridade absoluta, as imagens dos imperadores passaram a se misturar ao sagrado. Novas convenções foram adotadas como a lei da frontalidade e a colocação de grandes halos sobre a cabeça dos imperadores – indicando que eles seriam representantes de Deus, com poderes temporais e espirituais.

Desde o início, as criações artísticas diferiam dos modelos clássicos por meio da simplificação. A representação da figura era chapada, isto é, sem volume, rígido. O artesão não tinha interesse em mostrar profundidade e perspectiva; dava ênfase às forma plana, criando figuras altas, em cujas faces amendoadas se ressaltavam olhos enormes que olhavam diretamente para frente, sem movimento.

Nesse momento, a beleza formal d arte clássica era substituída, na arte cristã, pela intenção espiritual e abstrata, em que a ideia tornava-se lentamente mais importante que a forma.

A esplêndida decoração do estilo bizantino aparece no dourado que reluz como fundo dos mosaicos coloridos, revestindo as paredes e o teto das igrejas. As colunas, feitas em mármore e com seus capitéis esculpidos de forma rendilhada, completam a luxuosa decoração.

A arte bizantina esteve ligada à composição de superfícies de mosaicos.

Quanto menores os cubos utilizados, desenhos mais variados eram permitidos. O Cesaropapismo foi a forma de governo adotada pelo império bizantino e ficou evidenciada nas manifestações artísticas que mostravam uma arte inteiramente centralizada na corte, expressando a autoridade absoluta, uma grandeza sobre humana e uma inacessibilidade mística.

Na arte bizantina, Cristo foi representado como rei e Maria como rainha. Antes da Igreja cristã ser aceita pelo grande império, os ritos pelos mártires eram discretos. Com o triunfo da igreja houve uma transformação evidente, cada espaço religioso passou a representar o orgulho que tinha por seus mártires. Por dez séculos, os mosaicos foram a base da decoração das igrejas orientais. Estas figuras tornaram-se objeto de devoção e ícone.

 

Arquitetura – Caracterizada por:

– Arcadas sobre colunas e cúpulas sobre pendentes;

– decoração florística e faunística;

Tem na arquitetura o seu ponto alto, tendo sido notáveis os templos:

– Igreja do Santo Sepulcro, na Palestina, mandada construir por Santa Helena, mãe do imperador Constantino;

– basílica dos Mártires, no rochedo do Gólgota;

– Igrejas de Santa Irene e dos Santos Apóstolos;

– Igreja de São Marcos, em Veneza.

Pintura:

– gesto paralelo das figuras;

– figuras chatas, em duas dimensões, pescoço longo, braços, pés e cabeça      pequenos, magreza;

– altura excessiva;

– preferência pela atitude e não pela ação, no gesto do corpo;

– figuras angélicas, proféticas, apostólicas;

– ausência de paisagem, fundo escuro, predomínio das figuras agrupadas, em procissão;

– predomínio do mosaico, a arte de maior teor bizantino.

Escultura:

– Influenciada pela tradição helênica e pelo Cristianismo, a escultura bizantina revela o gosto e o prestígio do efeito monumental.

ARTE GÓTICA
fev 13th, 2019 by Sardinha

Período Gótico                       

      Período compreendido entre meados do século XII e início do século XIV, onde o esplendor medieval foi marcado pelo crescimento das cidades, gerando um período de prosperidade econômica.

Na construção de catedrais, principais espaços arquitetônicos deste período, foram utilizados arcos em ogiva, a fim de se obter maiores vãos. Vitrais iluminavam o interior das catedrais, criando nestas uma atmosfera mística. As paredes translúcidas mostravam narrativas dos textos sagrados, procurando recordar constantemente as palavras proferidas pelos sacerdotes. As catedrais góticas possuíam torres laterais de grande altura e arcos em forma de ogiva nas suas portas de entrada, ressaltando a grandiosidade.

O culto à Virgem Maria foi instituído neste período e a imagem de virgem transformou-se na imagem simbólica da Igreja. A imagem de Nossa Senhora era destacada em esculturas ou em vitral circular, denominado Rosácea, presente nas fachadas. A virgem Maria passou a ser identificada com a figura da flor.

A escultura religiosa encontrou espaço nas pequenas imagens, fáceis de serem carregadas por seus devotos. Nestas, pode-se constatar a utilização de mármore, madeira, marfim e ouro, além de pedras preciosas.

A pintura era evidenciada nas têmperas dos retábulos que compõem  o altar e através dos livros de orações que eram complementados com o uso de iluminuras.

Principais características:

  • Arquitetura: Apresenta perfeita harmonia entre interior e exterior, formando um todo orgânico, cujos elementos se definem por sua função no conjunto. Nas igrejas, observa-se uma atmosfera de religiosidade, com o predomínio da vertical, reforçando no homem o sentimento de pequenez e ânsia de conquista do infinito. Templos mais famosos: Catedral de Hartres, Catedral de Reims, Catedral de Colônia, Catedral de Notre Dame de Paris e Milão.
  • Escultura: Normalmente integrada na arquitetura, predomina o convencionalismo da arte românica. A expressividade se concentra no rosto.
  • Pintura: Tem caráter bidimensional e é substituída pelo vitral policromado, cujos efeitos plásticos e luminosidade difusa criam ambiente de recolhimento e piedade cristãos.
ARTE ROMÂNICA
fev 13th, 2019 by Sardinha

ARTE ROMÂNICA                                                                              

     O período românico estendeu-se do século X até meados do século XII. Neste período a igreja cristã buscou afirmar-se como poder na sociedade e teve como principal instrumento de poder o uso de pedras na construção de suas igrejas.

Sua área de influência foi Itália, a Gália – principalmente Provença – a Espanha, com influência árabe, a Alemanha e a Bretanha.

A arquitetura dos templos religiosos retratava monumentalidade, solidez e durabilidade. As grandes construções tiveram os seus alicerces identificados com Cristo, que refletia a fortaleza do mundo feudal. As torres presentes nas igrejas foram identificadas como a representação do vínculo entre Deus e os homens.

A escultura deste período faz parte da estrutura da igreja, aparecendo nas fachadas em relevo, assumindo aspectos de pilares de sustentação. A função das esculturas era doutrinar, uma vez que assumiam aspectos narrativos, reproduzindo passagens bíblicas. Integrando-se à arquitetura, possuíam motivos humanos, animais ou geométricos, sem nunca abandonar características simbólicas.

A pintura foi utilizada em afrescos, painéis, ilustrações e pergaminhos. Possuía um traço firme e contínuo e cores intensas, apresentando sempre um caráter doutrinador.

 

Principais características:

 

Arquitetura – Abóboda em substituição ao telhado das basílicas;

Aberturas raras e estreitas terminam em arco pleno e ornadas por colunelos;

Torres, que aparecem no cruzamento das naves ou na fachada; às vezes, são

Separadas do corpo da igreja.

 

Pintura – Técnica pobre, figuras com articulações quebradas, uniformes, corpos longos    e

Curvos para a frente.

 

Escultura – Imitação de formas rudes, figuras curtas ou alongadas, ausência de movimentos

Naturais.

 

O RENASCIMENTO
fev 13th, 2019 by Sardinha

A ARTE NA IDADE MODERNA

O Renascimento

      Por  Renascimento ou Renascença entende-se o período que marca a transição da Idade Média para a Idade Moderna                             

      Foi um movimento de renovação cultural e artística .                                                                                            A renovação das estruturas sociais , políticas econômicas transforma o panorama cultural e artístico        Redescobre-se a cultura clássica grego -romana , surgindo  uma nova cultura marcada por um  neopaganismo em oposição ao Cristianismo .

A austeridade medieval é substituída pela ostentação e pelo luxo ; o mundanismo sobrepõe-se à fé ; o homem se põe no centro do universo , inaugurando o Humanismo .

A arte renascentista assenta-se nas seguintes características :

–  inspiração em modelos grego – latinos , de onde se  extrai a unidade , o        equilíbrio e a harmonia ;

–  exaltação do homem, revelada na valorização da beleza física , na     representação dos nus e na busca da perfeição anatômica , como se pode                    observar nas obras de Miguel Ângelo ;

–  gosto pela  ostentação ;

–  volta a natureza como fonte de inspiração ;

Na pintura , observa-se , em primeiro lugar , sua autonomia . Novas  técnicas e conquista do espaço tridimensional , através da exploração da perspectiva científica  –  em que se notabilizaram Paolo Uccello e Leonardo da Vinci   –   e através do emprego  de técnicas de cor como o  “sfumato “ e o “claro – escuro”.

      No  campo da escultura ,  nota-se a perfeição anatômica , o dinamismo e o naturalismo ,  numa influência nítida dos padrões grego – latinos .

Na arquitetura , assistimos ao retorno dos padrões clássicos , como predomínio da horizontal sobre a vertical ; emprego dos elementos grego – latinos   –   as ordens arquitetônicas , o frontão triangular ,  as arcadas e abobádas à moda romana , elevando às cúpulas  –   de que é um belo exemplo a basílica de São Pedro , em Roma .

O  RENASCIMENTO NA  ITÁLIA       

       Berço da Renascença  , a Itália tem em Florença a capital da arte renascentista .

Do ponto de vista artístico  , o Renascimento italiano atravessa três períodos:

–  O Trecento , período  dos primitivos , anunciado nos fins do século Xlll, com                                    o escultor Nicolau de Pisa e acentuado no século XlV com Giotto .

–  O Quatrocento , idade de ouro do Renascimento , no século XV , quando as artes contam com a proteção dos mecenas , como Lourenço , o Magnífico, Júlio ll e Leão X , revelando-se , então, os maiores gênios artísticos .

O Cinquecento , no século XVl , em que, mantendo-se as tradições de perfeição e beleza , não se seguem os passos dos grandes mestres anteriores .

ESCULTURA

Sob o impulso de Frederico ll, grande protetor dos artistas , em princípios do século Xlll, são executadas as primeiras obras de gosto clássico .

Em Florença , na Toscana , Nicolau de Pisa enriquece o batistério com magníficos relevos . Depois executa o púlpito da catedral de Siena .

O primeiro grande escultor , porém ,é Lorenzo Ghiberti , que, nas portas de bronze do batistério , em Florença , esculpe maravilhosas cenas do Antigo Testamento .

Em meados do século XV , com a volta dos papas de Avinhão para Roma, esta adquire o seu prestígio . Protetores das artes , os papas deixam o palácio de Latrão e passam a residir no Vaticano. Ali , grandes escultores se revelam , o maior dos quais é Miguel Ângelo , que domina toda a escultura italiana do século XVl .

PINTURA

Giotto é o grande percursor do Renascimento italiano . 

Masaccio ( Tommaso di san Giovanni di Simoni Guide , 1401-1428), conhecedor perfeito forma e da cor .

Fra Angelico ( 1387-1455) compõe obras que são verdeira apoteose do gênio cristão , interpretadas com  ternura e alegria de uma alma delicada .

Botticelli , primeiro artista francamente pagão , apaixona-se pelo humanismo e nos dá uma idéia perfeita do “romantismo artístico “que se atingira .

Ao findar o século Xv , a arte italiana da pintura é senhora de técnica perfeita , domina todos os processos e alcança os mais vastos domínios do espírito e do sentimento . Estava pronto o campo para os três grandes gênios do século XVl .

Leonardo da Vinci   –   o gênio completo , que soube unir a percepção espiritual a uma mentalidade científica .

Suas obras principais : Virgem das rochas, Última ceia   –  obra que tem cópias espalhadas por todo o mundo , e que foi pintada nas paredes de um refeitório monástico em Milão  –  e a Gioconda ,  famoso  retrato encontrado hoje no museu do Louvre .

Miguel Ângelo Buonarrotti , natural de Florença , pintor e escultor . Na pintura , temos o teto da capela Sistina , no Vaticano e o célebre Juízo final , pintado na parede  do alta – mor da mesma capela .

Rafael Sanzio , a terceira grande figura do Renascimento italiano , famoso por suas “madonas”, tão doces que  se torna difícil apreciar a  força e o controle de sentimento que há por trás delas.

ARQUITETURA

Nicolau V, eleito papa , é o introdutor do movimento renascentista em Roma .

Humanista ,este papa inicia as grandes reformas arquitetônicas que imortalizariam a “ cidade eterna” : encarrega Alberti de erguer uma catedral sobre o túmulo de São Pedro , seguindo um projeto de bramante, mas a obra não se concretiza .

Só em 18 de Abril de 1506, Júlio ll , então papa, coloca solenemente a primeira  pedra da  maior basílica  do mundo .

São nomes da arquitetura renascentista italiana :

–  Alberti , um dos fundadores da arquitetura do Renascimento .

–  Bruneleschi , autor da catedral  de Florença

– Bramante , projetista , auto da planta da basílica de São Pedro, em Roma .

– Miguel Ângelo Buonarroti , projetista da cúpula da basílica de São Pedro .

O  RENASCIMENTO NA FRANÇA       

A escola renascentista na França tem seu ponto forte na arquitetura , sobressaindo os nomes de PierreLescot , que projeta a fachada principal do palácio do Louvre de Denis Sourdeau , que projetou o castelo de  Chambord.

O RENASCIMENTO NA  ESPANHA         

A escola renascentista espanhola inaugura o estilo plateresco , que se alastra por Toledo , Alcalá , Salamanca , Sevilha etc.

Grandes monumentos : palácio de Carlos V, alcáçar de Toledo , palácio do Escorial etc.

O RENASCIMENTO EM PORTUGAL  

Na  arquitetura ,  o Renascimento português produz o estilo manuelino , no qual dominam os  temas do capítulo de Tomar e do mosteiro dos Jerônimos , em Belém .

REGRAS 2019
fev 6th, 2019 by Sardinha

REGRAS PARA 2019 – ARTES

  1. Corriqueiras:

1- A ausência do aluno deverá ser justificada através de Atestado Médico ou Justificativa Pessoal do Responsável diretamente com o Professor ou Orientador Educacional no primeiro dia de aula subsequente a ausência;

2- Somente será permitido a entrada do aluno em sala de aula até 10 minutos após o sinal , salvo se o aluno apresentar justificativa;

3- É determinantemente proibido o uso de celular e aparelhos semelhantes em sala de aula, sob pena do aparelho ser recolhido e entregue a autoridade escolar;

4- Será permitido o aluno ir ao banheiro somente em caso extremo de necessidades;

5- Os trabalhos aplicados somente serão aceitos na data pré-determinada pelo professor. Caso, na data de entrega, o aluno não cumprir seu compromisso, somente será aceito mediante justificativa ( Atestado médico ou presença do Responsável pelo aluno);

6- A pontuação do caderno será aplicada em dia não divulgado pelo professor. Portanto, o caderno deverá acompanhar o aluno em TODAS as aulas;

7- A recuperação será PARALELA, ou seja, para cada instrumento aplicado, uma recuperação será aplicada. Não haverá recuperação no final do bimestre. Os textos no caderno para pontuação não terão recuperação;

8- Os alunos serão fotografados para questão de identificação pessoal, sendo o professor responsável em NÃO vincular as imagens na mídia sem autorização do aluno;

9- Os trabalhos confeccionados serão fotografados ou filmados para eventual pontuação e avaliação.

  1. TRABALHOS PRÁTICOS:

10- As pesquisas serão confeccionadas em meio digital, sendo utilizados os programas PowerPoint e Word;

11- Os trabalhos deverão ser enviados por e-mail  do aluno para o e-mail do professor. O prazo para o envio do trabalho será até 00:00 h do dia estipulado. O não cumprimento do prazo, ou seja, o envio do trabalho após o prazo estipulado, será considerado tarefa não cumprida pelo aluno, culminando na perda dos referidos pontos do instrumento em questão;

12- Os trabalhos poderão ser enviados por qualquer dispositivo eletrônico (computador, tablet, celular e TV) que esteja ligado a internet. Caso o aluno não possua nenhum dispositivo mencionado acima, solicitar a um colega, parente  ou buscar uma Lanhouse para efetuar o envio;

  1. FORMAS DE AVALIAÇÃO:

13 – O aluno será avaliado por meio de instrumentos diferentes entre si. Para cada instrumento, uma pontuação. Por bimestre, serão aplicados de 4 a 5 instrumentos, sendo divididos da seguinte forma:

.Instrumento 1 – Textos

.Instrumento 2 – Pesquisa

. Instrumento 3 – Prático

. Instrumento 4 – Avaliação escrita

. Instrumento 5 – Avaliação Atitudinal

Cada instrumento terá uma pontuação, que somados chegarão aos 100 pontos bimestrais. A pontuação de cada instrumento poderá variar bimestralmente, dependendo do andamento do conteúdo. Cada instrumento terá sua respectiva recuperação, com exceção do instrumento 1 (Textos) e 5(Atitudinal);

14- A avaliação atitudinal será dividida em três itens: Assiduidade (frequência). O aluno terá direito a 25% de faltas dentro do bimestre. Acima deste percentual, neste item, ficará sem a pontuação do item avaliado;

Responsabilidade/comprometimento: refere-se a efetiva entrega dos trabalhos e realização das avaliações bimestrais. A não entrega de algum trabalho ou a ausência em alguma avaliação bimestral, o aluno ficará sem a pontuação do item avaliado;

Comportamento: refere-se as atitudes e convivência dos alunos dentro de sala de aula. Caso o aluno apresente atitude comportamental fora dos limites estabelecidos em sala de aula, o aluno ficará sem a pontuação referente ao item avaliado.

15- A avaliação escrita possui o caráter acumulativo de conteúdo, ou seja, ao longo do ano, a matéria irá acumulando, culminando em avaliações com o conteúdo acumulado. Logo, no segundo bimestre, a avaliação terá conteúdo do primeiro e segundo e assim sucessivamente.

  1. FECHAMENTO BIMESTRAL:

16- O fechamento bimestral será apresentado em projeção no quadro a partir de uma planilha contendo todos os instrumentos listados com as respectivas notas de cada aluno. Após análise do fechamento bimestral, será executado o plano de ação para o bimestre seguinte, observando rendimento, porcentagens, pontos positivos e negativos. Tudo feito em conjunto com os alunos.

OBS: site para consultar: arteberg.com.br

e-mail p/trabalhos: berg.sardinha@bol.com.br

A Fotografia
out 18th, 2018 by Sardinha

Fotografia

Fotografia é a técnica de criar imagens por exposição luminosa em uma superfície fotossensível.

A primeira fotografia reconhecida foi feita em 1826, pelo francês Joseph Nicéphore Niépce, no entanto o desenvolvimento da fotografia não pode ser atribuído apenas a uma pessoa. Diversas descobertas ao longo do tempo foram somadas para que fosse possível desenvolver a fotografia como é conhecida hoje. Químicos e físicos foram os pioneiros nesta arte, já que os processos da revelação da fixação da fotografia são essencialmente físico-químicos, numa associação de condições ambientais e de iluminação a produtos químicos.

Com o passar do tempo a essência da forma de fazer fotografia não mudou, no entanto, os avanços tecnológicos permitem cada vez mais melhorar a qualidade da fotografia, aumentar a resolução e a realidade das cores. A busca pela acessibilidade da fotografia também era grande preocupação logo em seu surgimento, a busca era intensa por materiais duráveis, eficazes e de baixo custo e pela aceleração no processo de revelação.

O desenvolvimento da fotografia colorida foi também um processo lento e que necessitou de muitos testes. O primeiro filme colorido foi produzido em 1907, mas ainda hoje a fotografia colorida não alcançou a definição da escala de tons que a sensibilidade do filme preto e branco possui.

Com o advento da fotografia digital, muitos paradigmas fotográficos foram alterados. Com aparelhos cada vez menores, mais simples de manipular e que produzem fotografias em alta qualidade, a internet facilitando o fluxo das imagens, a fotografia tornou-se algo muito mais simples e popular do que era.

A fotografia abrange várias áreas da vida e do cotidiano humanos, pois é o mecanismo que permite arquivar um momento. A fotografia, logo que surgiu, não era considerada arte, e atualmente ainda existe uma gama de opiniões adversas quanto a isso. Para alguns críticos, a fotografia não pode ser considerada arte por conta da facilidade que existe em produzi-la, em contrapartida, outros críticos acreditam que ela pode ser considerada como arte a partir do momento em que ela é uma interpretação da realidade, e não apenas uma cópia.

A fotografia contribui positivamente em muitas coisas, vários âmbitos profissionais a agregaram como meio de amplificar as possibilidades e produzir estudos detalhados e precisos. A fotografia é utilizada na medicina, no jornalismo – fotojornalismo – e na ciência, para o desenvolvimento de vários estudos.

Muitos cientistas pesquisaram sobre fotografia, a fim de melhorá-la e aperfeiçoá-la. Por conta disto, não se pode atribuir a apenas uma pessoa a criação ou o desenvolvimento da fotografia, o produto que temos hoje é uma soma de várias técnicas descobertas por algumas pessoas. Os principais nomes do início do desenvolvimento da fotografia foram: Joseph Nicéphore Niépce, Louis Jacques Mandé Daguerre, William Fox Talbot, Hércules Florence, Boris Kossoy e George Eastman.

                                      Revelação de Fotografias

revelação fotográfica é o processo químico que transforma a imagem latente registrada no filme fotográfico em imagem visível.

O processo da revelação de fotografias é dividido em cinco etapas, e é basicamente químico.

     A primeira etapa é a revelação. Neste estágio, é utilizado um produto químico denominado revelador, que por meio da reação de óxido-redução conclui a transformação dos haletos de prata, contidos no filme fotográfico, em prata metálica. Os reveladores são soluções alcalinas, geralmente à base de metol e hidroquinona.

     A segunda etapa é a interrupção. Neste estágio, é utilizado um produto químico que tem a capacidade de interromper a revelação da fotografia. Caso isso não seja feito, o revelador continua agindo até escurecer a fotografia por completo. Como as soluções reveladoras são alcalinas – básicas – são utilizadas soluções ácidas para interromper o processo. Os interruptores geralmente são compostos de ácido acético glacial – vinagre concentrado – ou ácido cítrico.

     A terceira etapa é a fixação. Neste estágio, são retirados da emulsão os cristais de  prata que não se transformaram em prata metálica na primeira etapa. Isto é necessário porque caso fiquem vestígios dos haletos de prata sobre a fotografia, estes resíduos com o tempo podem se decompor e manchá-la. A base do fixador é o tiossulfato de sódio, pois ele tem a capacidade de reagir com os cristais de prata e torná-los solúveis em água.

     A quarta etapa é a lavagem. A função da lavagem é de extrema importância para a obtenção de uma fotografia durável e de qualidade. É na lavagem que são retirados todos os resíduos químicos presentes na fotografia, e permanece apenas a imagem de prata metálica. A fotografia é lavada em água corrente, por alguns minutos, e o processo da retirada completa dos elementos reatores da fotografia se dá por difusão, em que os sais migram do meio saturado para o meio insaturado (água) em busca do equilíbrio químico. Existe também a utilização de sulfito de sódio para diminuir o tempo de lavagem e aumentar a eficácia da mesma.

     A quinta e última etapa é a secagem. As fotografias secam naturalmente, sem a utilização de tecidos ou papéis absorventes. Há também a utilização de estufas, mas a temperatura, neste caso, não pode ultrapassar os 40ºC.

Uma vez revelada, a fotografia não poderá mais ser apagada. No entanto, em processos de revelação precários, é possível que haja manchas e descoloramento no futuro, embora não a ponto de apagarem por completo a imagem.

O NEOCLÁSSICO NO BRASIL
jul 31st, 2018 by Sardinha

PERÍODO NEOCLÁSSICO BRASILEIRO –  PARTE I

Dias depois de desembarcar na Bahia, em novembro de 1808, D.João VI abriu os portos do Brasil “ãs nações amigas”. Ao mesmo tempo parecem ter-se aberto também as mentes da corte para as potencialidades da colônia. Ao transformar o Brasil em Reino Unido de Portugal, D. João decidiu tornar o Rio de Janeiro a capital tropical do império luso. Para isso, fez desembarcar na cidade a missão artística francesa. Embora a discórdia interna e a inveja externa tenham sido marcas primordiais da estada da missão no Brasil, seu legado artístico e cultural foi monumental e duradouro. Com a missão desembarcou no Brasil o pintor Debret, cuja obra se tornaria a mais perfeita tradução do Brasil colonial e formaria a imagem que todos os brasileiros  letrados fazem desse período. A obra de Debret se confunde a de Rugendas, o pintor alemão que chegou ao Brasil pouco depois.

A missão francesa era formada por pintores, escultores e gravadores que haviam caído em desgraça na França após a derrota de Napoleão. Esses homens, que tinham ajudado a criar os “símbolos” e a estética da “nova” França, seriam responsáveis, entre outros tantas obras, pela fundação, no Rio de Janeiro, da Academia e Escola Real de Artes, que mais tarde se transformaria na Academia Imperial de Belas-Artes( e, após a proclamação da República, viria a ser a Escola Nacional de Belas-Artes). DURANTE MAIS DE UM SÉCULO, A ACADEMIA DITOU AS NORMAS DA PRODUÇÃO ARTÍSTICA E, ESPECIALMENTE NA SEGUNDA METADADE DO REINADO DE D.Pedro II, entre 1855 e 1885, se envolveria no processo que já foi chamado de “monumentalização” da história do Brasil.

Iniciou-se um período em que, pela visão de um nacionalismo conservador e exuberante, liderado pelo próprio imperador, toda a história do Brasil foi “redescoberta” e relida por uma visão “brasileira”, embora ainda reverente à herança lusitana. Os frutos historiográficos mais notáveis produzidos nesse período são os estudos eruditos publicados na revista do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro e na História Geral do Brasil, de Varnhagen. Tal projeto encontraria seu “braço pictórico” na obra de Pedro Américo, Vitor Meireles, Almeida Júnior, Rodolfo Amoêdo, Henrique Bernadelli, José Zeferino da Costa e Antônio Parreiras – pintores que, financiados por D.Pedro II, se encarregaram de produzir novas imagens do velho Brasil.

Polêmica desde o dia de sua fundação , a Academia Imperial de Belas Artes já foi acusada de ter “destruído” o que de mais iventivo havia na arte brasileira: o Barroco, “espécie de espírito genético da nossa estética”. Mas o barroco era basicamente medieval e, de certa forma, a vinda da missão “civilizatória” francesa significaria uma modernização nos padrões artísticos brasileiros de então. A academia se tornaria conservadora dos padrões neoclássicos por mais de 50 anos, especialmente durante o reinado de D.Pedro II. Junto com as gravuras de Debret, são as obras produzidas pela academia – principalmente os quadros de Pedro Américo e de Vítor Meireles – que ilustram os livros didáticos de história do Brasil. As imagens produzidas pelos “invasores” franceses  e holandeses em geral são desprezadas.

É próprio da imaginação histórica edificar mitos que, muitas vezes, ajudam a compreender antes do tempo que os forjou do que o universo remoto para o qual foram inventados.  Quando fabricaram as imagens pretendiam lançar as bases de um conceito de nacionalidade e estabelecer  seu “domínio” também no campo do imaginário. Assim, o classicismo da academia não era só um estilo artístico mas,  representava e se punha a serviço de  “um conjunto de valores sociais e políticos”, no seu esforço de criar a nova imagem da nação.

 

Extraído do  livro História do Brasil  – Zero Hora/RBS  jornal – Coordenação Eduardo Bueno – Adams Design

                 PERÍODO NEOCLÁSSICO BRASILEIRO –  PARTE II

Após a proclamação da República,  a Academia Imperial de Belas-Artes não apenas mudou de nome: mudou de direção e baniu os artistas ligados ao antigo regime. Mas como a República foi incapaz de produzir uma  estética própria, nem tentou redefinir politicamente o uso da estética anterior, a pintura histórica continuou sendo feita pelos moldes anteriores – eventualmente até pelos mesmos pintores ( Pedro Américo,  por exemplo, pintou Tiradentes, logo elevado à categoria de “símbolo” do novo regime, em 1894). Não só a estética era a mesma; seus fins permaneceram inalterados.

Pouco importa que a realidade tenha sido bem distinta da imagem. Em 1895, fundado o Museu Paulista, dirigido por Hermann von Ihering, iniciou-se o projeto de fabricação do mito do bandeirante impávido.

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