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OS PINTORES DE NASSAU
jun 11th, 2019 by Sardinha

Os Pintores de Nassau

 

Não foi exatamente como se Rembrandt ou Rubens tivessem desembarcando nos tópicos. Mas foi quase. Seis pintores faziam parte da comitiva que Maurício de Nassau trouxe para Recife. Todos tinham casa e comida, salário fixo e muito trabalho pela frente: seriam os primeiros pintores a registrar a exuberante natureza do Novo Mundo. A obra e mesmo o nome de um deles se perderam na história. Pierre de Gondreville produziu pouco e Cornelis Golijath era mais cartógrafo do que propriamente um artista. Zacharias Wagener, mero soldado raso a serviço da Cia das Índias Ocidentais, não constava da lista oficial. Mas, desde sua chegada no Brasil, em 1634, esse alemão de Dresden demonstrou muita habilidade e um interesse permanente pela natureza do país. Promovido a “dispenseiro-escrevente” e a escrivão particular de Nassau, Wagener, simples “pintor de domingo”, acabou produzindo centenas de aquarelas e litogravuras dos animais brasileiros. Ao retornar para a Europa, em 1643, levava consigo os originais do “Thierbhch”, ou Livro dos Animais, uma espécie de versão popular da História Naturalis Brasilae, de Marcgraf. Mais do que isso: a obra de Wagener teve grande influência sobre Albert Eckhout. E, junto com Frans Post, Eckhout foi um gênio da arte no Brasil.

Albert Eckhout nasceu em Groningen, na Holanda, em 1610. Viveu no Brasil dos 27 anos aos 34 anos de idade. Sentava-se à mesa do jovem conde, que chegou ao país com 33 anos, em companhia de Frans Post, dois anos mais moço do que Nassau. Eckhout foi um pintor naturalista com excepcional domínio do desenho de modelos vivos, dono de um estilo altamente individual e detalhista, disposto a documentar tipos humanos, plantas e animais que os europeus jamais haviam visto – e, portanto, nunca haviam retratado. Eckhout era fascinado pelo exótico. Seus retratos em tamanho natural de índios, mamelucos e negros, porém, lhes concede, além de rigor antropológico e etnográfico, uma grande dose de altivez e dignidade: Eckhout pintou indivíduos, não meros exotismos tropicais. Sua obra foi magnificamente complementada pela de Frans Post, cultuou das paisagens brasileiras que deixou fascinar pela luminosidade e pelo viço dos tópicos – elementos que tão bem soube capturar em suas telas. Ao retornar para a Europa, Nassau doou os quadros de Post ao rei Luis XIV, da França, e os de Eckhout para Frederico III, da Dinamarca. O encanto que eles despertaram então permanece inalterados mais de 350 anos depois.

ALEIJADINHO – DOCUMENTÁRIO
jun 3rd, 2019 by Sardinha

A HISTÓRIA DO BRASIL – DOCUMENTÁRIO
jun 3rd, 2019 by Sardinha

PERÍODO COLONIAL BRASILEIRO
maio 29th, 2019 by Sardinha

PERÍODO COLONIAL BRASILEIRO

 

Arte centrada no convento e moldada ao convento, no período colonial a Igreja é o centro da vida social. Na vida civil, além de faltar ambiente para o desenvolvimento da arte, havia leis que proibiam o requinte nas construções.

Refletindo o Barroco português, a decoração com colunatas, volutas e relevos nas fachadas variam das mais ricas às mais simples. As torres são modificações introduzidas para combinar o tradicional com as inovações barrocas da Itália.

Principais monumentos da arte colonial: No Norte:

  • Pará : Belém e Vigia.
  • Maranhão: São Luís e Alcântara.
  • Piauí:
  • Ceará:

Em Belém destacam-se as igrejas de São Francisco Xavier, das  Mercês e a catedral,  onde se encontra um rico acervo do Barroco e Rococó. Em São Luís e Alcântara, são notáveis as construções civis, em que se destacam os sobrados azulejados, além das igrejas.

No litoral nordeste, grande  influência  da arte portuguesa do século XVI:

  1. Pernambuco: Nossa Senhora da Graça, feita pelos jesuítas; Nossa Senhora das Neves, em Olinda, pelos franciscanos; abadia de São Bento, em
  2. Espírito Santo: convento da Penha, dos franciscanos, em Vitória.
  3. Bahia:
  • século XVI: colégio dos Jesuítas, hoje catedral da Bahia, por Francisco Dias, arquiteto jesuíta; igreja de São Francisco, em  Salvador;  abadia de São Sebastião, em Salvador, a  mais antiga  da América.
  • século XVII: convento de São Bento, convento das Carmelitas, Conceição da Praia, Senhor do Bonfim.

No litoral centro-sul, as mais importantes obras são do século XVII:

  1. Rio de Janeiro: mosteiro de São Bento, convento de Santo Antônio – a obra-prima do Barroco no Brasil; igreja de S. do Parto; Senhor dos Passos; São Francisco da Penitência; N.S. da Glória do Outeiro.
  2. São Paulo: igreja do Embu; abadia Nossa Senhora da Assunção; convento S. do Desterro, em Santos.

No interior:

Enquanto no litoral as obras se conservaram mais ou menos fiéis à sua origem, com poucas modificações, no interior, a distância, a dificulda­de de comunicação e transporte e o amadurecimento da arte e dos artistas brasileiros levam a modificações sensíveis na arquitetura .

Minas Gerais é o mais importante centro do Barroco brasileiro, destacando-se os artistas Ma­nuel Francisco Lisboa, pai do Aleijadinho, Francisco Pombal, irmãos Arouca, Xavier de Brito, José Coelho Noronha, João Gomes Batista.

Antônio Francisco  Lisboa ,  o  Aleijadinho, é o maior artista do período colonial brasileiro. Inova o espaço, a talha , a escultura, revolucionando o Barroco, passando-o para o Rococó. São Francisco de Assis, em Ouro Preto, N.S. do Carmo, em Sabará, São Francisco, em São João Del Rei, são monumentos da arquitetura do século XVIII.

As obras do Aleijadinho estão principalmente em Ouro Preto e Congonhas do Campo , notando-se principalmente os seus trabalhos em escultura, os Profetas, feitos em pedra-sabão, que ornamentam a fachada e o adro da igreja de Congonhas .

Urbanismo

 

As cidades no período colonial não apresentavam nenhum planejamento urbano: sem higiene, sem escoamento de águas, ruas estreitas  e  sinuosas, casas ligadas umas às outras,  ausência  de jardins e plantas.

No final do século XVII,  no  Rio  de Janeiro, o vice-rei D. Luís de Vasconcelos se preocupa em remodelar a cidade. Surge então o nome do mulato brasileiro, que estudara em Portugal, Valentim da Fonseca e Silva, que executa obras de paisagismo, arquitetura e  esculturas,  principalmente  as do Passeio Público, lagos, estátuas, grades de ferro.

O BARROCO
fev 20th, 2019 by Sardinha

O BARROCO Folha 1

O Barroco foi um tipo de manifestação artística entre os séculos XVI e XVIII. No Brasil, podemos encontrar arte barroca até meados do século XIX. Foi um período marcado pela luta entre a igreja católica e a protestante.
Os jesuítas são os principais divulgadores do Barroco , espalhando seus templos por todo o mundo, na luta contra a Reforma.
A igreja católica procurava envolver o povo pela emoção, realizando uma propaganda religiosa através da arte. Exploravam a dramaticidade através do aspecto teatral das obras e do gosto pelas cenas de martírio. Trabalharam o sensualismo, usando o mundo das aparências através da textura da seda, do cetim e do veludo.
Já a igreja protestante assumiu uma postura mais racional, com interesse político, onde a arte foi caracterizada por retratos da realidade e por temas corriqueiros do cotidiano.
O nome barroco se deve à crítica neoclassicista para depreciar a arte que lhe antecedeu , arte livre e exuberante .
Um dos principais aspectos da estética barroca é o sentido religioso , o misticismo , a exuberância de um caráter ascensional . A presença de Deus se agiganta , sufocando o próprio homem.
Caracterizou-se pelo movimento sinuoso e retorcido das formas, pela exuberância de detalhes e ornamentos sem função prática. Muita ostentação, abuso das linhas curvas e sinuosas, sendo que a elipse e o ¨s¨ foram as principais formas utilizadas neste período.
É uma época de conflitos espirituais , filosóficos e morais . O homem se coloca em constante dualismo : paganismo X cristianismo e espírito X matéria . A arte levava o espectador a um extremo de emoção. O emocional sobrepõe o racional ; a busca de efeitos decorativos e visuais , através de curvas , contracurvas , colunas retorcidas , movimentação de formas , abundância de elementos decorativos , contrastes ; formas livres , fuga do geométrico , predomínio do vertical ; entrelaçamento da arquitetura e da escultura ; violentos contrastes de luz e sombra , figura vindo para a frente , contrastando com o fundo escuro ; pintura de tetos com efeito ilusionistas , dando-nos às vezes a impressão de ver o céu , tal a aparência de profundidade conseguida .
A pintura dava ênfase sobre a luz e a cor, desprezando o equilíbrio simples. Em todo o barroco houve preferência por composições complicadas e uso de formas sinuosas, marcadas por pinceladas impulsivas e pastosas. O tom castanho predominou e era acentuado pelo contraste claro-escuro e pelo antagonismo da luz e sombra. Dentre os pintores destacaram-se Caravaggio, Rubens, Velásquez, Van Dyck, Frans Hals, Verneer e Rembrandt.
A arquitetura era caracterizada por elementos supérfluos e por sua repetição. As formas das construções clássicas foram usadas e combinadas entre si. Romperam com o movimento ritmado do Renascimento, introduzindo volutas e cimalhas curvas em suas fachadas o que impunha à arquitetura a idéia de movimentação e dinamismo. Os arquitetos que se destacaram foram Bernini e Barromini.

O BARROCO Folha 2

A escultura procurou ser sensual, apelativa e emocional, mostrando um profundo conhecimento do corpo humano. Representou figuras dotadas de movimento, gestos violentos e contorcidos e roupagens revoluteadas, aumentando o efeito de excitação e movimento. Nesta área devemos destacar as produções do também arquiteto Bernini.
O Barroco teve grandes manifestações plásticas no Brasil e o principal nome a ser destacado é o de Antônio Francisco Lisboa ( o Aleijadinho ), por suas produções escultóricas, arquitetônicas e decorativas, onde trabalhou a forma barroca com grande qualidade expressiva.
Na França , o Barroco tem como obra mais importante , na arquitetura , o palácio de Versailles , obra de Luís de Vau e Júlio Monsart .
Na península Ibérica , o Barroco adquire prestígio , principalmente na Espanha . Na escultura destacam-se Alonso Cano , Martinez Montañes e Gregório Hernández . Na pintura , José Ribera, considerado “o Caravaggio espanhol “, Murilo e Velásquez, um dos maiores gênios da pintura universal .
Nos países baixos , destacam-se os pintores holandeses Franz Hals e Rembrandt e os Belgas Van Dick e Rubens .

-Considerações:

– Gian Lorenzo Bernini ( 1590-1680) , arquiteto , urbanista , decorador e escultor . Sua principal obra é a praça de São Pedro , no Vaticano ,com a famosa colunata .
– Tintoretto, precursor do novo estilo .
– Caravaggio ( 1573-1610) , grande decorador e pintor barroco , famoso pelo realismo e inspiração popular de seus personagens .
– Andrea de Pozzo ( 1642-1709) , decorador de tetos , famoso pela técnica ilusionista , e autor do painel da “Chiesa Gesu” , em Roma , principal templo jesuíta .

ARTE CRISTÃ PRIMITIVA
fev 13th, 2019 by Sardinha

ARTE PALEOCRISTÃ – Parte I

 

     Na época da arte paleocristã, a filosofia e as artes já haviam sentido o impacto do período helenístico, momento de crise e expansão marcado pelas “novidades” trazidas do Oriente por homens como Alexandre, o Grande, em suas campanhas militares.

Um novo estilo de vida, imperturbável, começa a aparecer no mundo grego com Epicuro, que ressaltava o papel da amizade na busca da felicidade, e com Zenão de Cítio, pai do estoicismo, que propunha uma vida de acordo com a  natureza, que para ele estava repleta da presença dos deuses. O estoicismo marcou bastante o cristianismo, uma vez que, que para os estoicos, os deuses se manifestavam no mundo material, tal qual a razão (logos) seminal e o sopro divino. Essas filosofias serviram de base para o cristianismo em seu surgimento e o período é fascinante também porque o pensamento e a arte cristã se consolidaram em  Roma nos primeiros séculos dessa era. Assim, o cristianismo representava uma nova maneira de pensar e agir.

A restrição inicial ao culto cristão caracteriza a produção artística desta época, em que são revelados todo o simbolismo das catacumbas e o contexto das perseguições religiosas. Esse período de transição e assimilação marca a estética da arte paleocristã, que sempre traz em si tradições artísticas grego-romanas, orientais e médio-orientais, só que agora traduzidas nas figuras dos apóstolos e santos nas igrejas, e cifradas nos símbolos dos mártires e na narrativa bíblica.

 

ARTE PRIMITIVA CRISTÃ

 

      Não se pode compreender a arte medieval sem ter como referência “a nova fé”, o cristianismo, que se iniciou na Idade Antiga, mas seu culto foi aceito e regido dentro de um novo período designado por Idade Média (476 a 1453). A arte primitiva cristã é uma arte de caráter religioso que apareceu como tradição, marcando a passagem da Idade Média para a Idade Moderna.

A partir do nascimento de Jesus Cristo, durante o Império Romano e sob o reinado de Augusto, surgiu uma nova religião conhecida como cristianismo. Seus seguidores foram perseguidos até o século IV d.C., pois os romanos os consideravam ateus perante seus deuses.

As invasões bárbaras, a exaustão dos recursos financeiros, as disputas de classes sociais e a corrupção política e administrativa foram as causas que levaram o império Romano ao declínio.

O povo, impotente diante do colapso social, voltou-se ao misticismo, encontrando conforto na religião cristã. A nova religião pregava a adoração a um deus único e não fazia distinção social; todos eram irmãos em busca da salvação, perante o amor de Cristo.

O cristianismo utilizou-se de figuras e símbolos pagãos, isto é, greco-romanos, dando a eles uma nova conotação. O virtuosismo das pinturas helenísticas da época já não atendia às necessidades de representação de um povo que buscava dentro da espiritualidade uma nova forma de expressão.

Essa filosofia não era bem vista aos olhares dos imperadores romanos, que se sentiam ameaçados, gerando uma violenta oposição do Estado frente ao cristianismo, considerando um inimigo poderoso. Tal situação viria a mudar a trajetória da arte.

 

CATACUMBAS

ARTE CRISTÃ PRIMITIVA – PARTE II
fev 13th, 2019 by Sardinha

ARTE PALEOCRISTÃ – Parte II

As catacumbas, invioláveis pela lei romana, serviam como refúgio para a população cristã perseguida que, ao mesmo tempo em que venerava seus mortos, se reunia para pregar e difundir a nova religião, pela qual eles seriam agraciados com a ressurreição para a vida eterna.     A palavra catacumba, em latim, significa “cavidade”; as catacumbas eram buracos subterrâneos destinados ao sepultamento dos mortos. Elas eram cavadas em rochas esponjosas e tinham cerca de 4 metros de altura por 1 metro de largura. Nas paredes dos corredores eram encontradas cavidades suficientes para receber três corpos colocados em posição horizontal.

Em determinados espaços, as galerias se ampliavam, formando lugares maiores nos quais os cristãos se reuniam. Somente após o cristianismo tornar-se religião oficial, esses locais passaram a ser usados nas cerimônias fúnebres realizadas pelos bispos. Era na escuridão e no silêncio das catacumbas que os cristãos registravam seus encontros pintando símbolos nas paredes.

Segundo as leis romanas, um cadáver não poderia ser enterrado nem cremado dentro da cidade; geralmente, elegiam um lugar para os sepultamentos próximos às vias que partiam da cidade. Esses lugares eram denominados necrópoles.

A palavra necrópole era utilizada pelos pagãos; já os cristãos preferiam a palavra cemitério – termo inventado por eles, derivado do verbo grego Koimao, que significa dormir. Ao empregar este termo, percebe-se claramente a fé dos cristãos, pois o cemitério era o lugar do sono de espera para a ressurreição do corpo.

Nos corredores existentes, o ar era frio – devido à umidade – e abafado, porém existiam algumas aberturas no teto que recebiam luz e ventilação, facilitando a respiração.

A FUNÇÃO DA ARTE PRITIVA CRISTÃ

As pinturas encontradas nas catacumbas eram afrescos de caráter simbólico e metafórico, que adornavam os túmulos, os altares e os oratórios. Sua função não se restringia a embelezar e enaltecer a morada do falecido, também propagavam o cristianismo, mostrando que a morte não era o final, ao contrário, representava porta de entrada para a vida eterna. As decorações eram lineares e esquemáticas, muito simples e toscas. Traziam características da arte greco-romana e não eram concebidas pelos artífices da época, mas por homens do povo, adeptos da nova religião.

O pintor das catacumbas não se preocupava em apresentar a cena com maior dramaticidade; objetivava mostrar a força do poder espiritual da salvação – as ideias de clareza e simplicidade superavam as de fiel imitação.

Houve grande facilidade de adaptação dos motivos tradicionais – flores, frutas, fauna e cupidos – aos temas criados pelos cristãos, inspirados no Antigo e no Novo Testamento.

No início, o cristianismo não alterou as formas do desenho, apenas seu conteúdo. Sua função era essencialmente pedagógica; encarregava-se de mostrar aos analfabetos em que deveriam acreditar. A mitologia greco-romana teve seu posto tomado pelas lendas cristãs; as narrativas bíblicas retratavam as ideias de ressurreição e salvação pela fé, como nas cenas de Noé, Jonas lançado ao mar e a ressurreição de Lázaro. O Redentor aparece na figura do Bom Pastor; e a Nossa Senhora, na figura da Madona com o Menino. Outro símbolo muito importante entre os cristãos, encontrado nas catacumbas, é o pão e o peixe, pois relacionavam-se ao milagre da multiplicação e também à figuração da eucaristia.

Extraído do livro “Arte Primitiva Cristã” de Sueli Lemos e Edna Ande – Ed. Callis – 2013

ARTE BIZANTINA
fev 13th, 2019 by Sardinha

A Arte e a Idade Média

Na idade Média, a arte tem suas raízes na época conhecida como paleocristã. Trazendo profundas modificações no comportamento humano, o Cristianismo promoveu profundas modificações na arte, que se voltou para a valorização do espírito.

 A arte Bizantina

       Constantino, grande imperador romano que reinou de 306 a 337 (ano de sua morte), tomou duas decisões que mudaram para sempre a história da humanidade: oficializou o cristianismo e fundou uma nova capital imperial em Bizâncio.

Quanto ao local da nova capital, Constantino, olhando para o Oriente, Escolheu uma cidade fortificada grega chamada Bizâncio. A cidade daria seu nome ao Império Bizantino, assim como Constantino daria o seu à cidade que passaria a chamar-se Constantinopla. Conhecida como “ Nova Roma”, Constantinopla trazia consigo heranças romanas na ideologia e na administração; somente o latim não conseguiu ser incorporado nessa capital romana, onde o grego permaneceu como língua oficial.

Constantino rompeu com as tradições do Império Romano ao conceder liberdade religiosa aos cristãos e, no famoso Édito de Milão de 313, concedeu a todos os homens a liberdade de seguir a religião que quisessem. Tal ato abriu caminho para a conversão ao cristianismo, que foi oficializado nos territórios romanos somente em 391, por Teodósio.

Após a divisão do império em dois, o Império Romano do Ocidente enfraquecia com as invasões bárbaras, já o Império Romano do Oriente permanecia unificado sob o poder do Imperador, progredindo fabulosamente. O desenvolvimento do comércio exterior garantia o luxo e a riqueza da cidade ao propiciar uma arte luxuosa e rica em decoração, desenvolvida no Oriente. Essa arte podia ser vista nos mosteiros e monumentos espalhados por toda a região mediterrânea e nos países eslavos da Europa do Leste, perdurando por toda a Idade Média.

Apesar de Enfrentar várias crises políticas, o império manteve-se unido até 1453, quando os turcos otomanos tomaram Constantinopla – que teve seu nome mudado para Istambul.

O Império Bizantino conquistou seu apogeu político e cultural durante o governo de Justiniano, que durou de 527 a 565 d.C.

Esse estilo de arte corresponde a uma época de afirmação da Igreja Cristã, somente quando a religião é oficializada, a arte perde seu caráter popular e assume uma forma solene e majestosa. Enquanto a arte paleocristã pregava a pobreza e a santidade, essa nova arte é caracterizada pela concepção Imperial de ostentação.

Com o objetivo de expressar a autoridade absoluta, as imagens dos imperadores passaram a se misturar ao sagrado. Novas convenções foram adotadas como a lei da frontalidade e a colocação de grandes halos sobre a cabeça dos imperadores – indicando que eles seriam representantes de Deus, com poderes temporais e espirituais.

Desde o início, as criações artísticas diferiam dos modelos clássicos por meio da simplificação. A representação da figura era chapada, isto é, sem volume, rígido. O artesão não tinha interesse em mostrar profundidade e perspectiva; dava ênfase às forma plana, criando figuras altas, em cujas faces amendoadas se ressaltavam olhos enormes que olhavam diretamente para frente, sem movimento.

Nesse momento, a beleza formal d arte clássica era substituída, na arte cristã, pela intenção espiritual e abstrata, em que a ideia tornava-se lentamente mais importante que a forma.

A esplêndida decoração do estilo bizantino aparece no dourado que reluz como fundo dos mosaicos coloridos, revestindo as paredes e o teto das igrejas. As colunas, feitas em mármore e com seus capitéis esculpidos de forma rendilhada, completam a luxuosa decoração.

A arte bizantina esteve ligada à composição de superfícies de mosaicos.

Quanto menores os cubos utilizados, desenhos mais variados eram permitidos. O Cesaropapismo foi a forma de governo adotada pelo império bizantino e ficou evidenciada nas manifestações artísticas que mostravam uma arte inteiramente centralizada na corte, expressando a autoridade absoluta, uma grandeza sobre humana e uma inacessibilidade mística.

Na arte bizantina, Cristo foi representado como rei e Maria como rainha. Antes da Igreja cristã ser aceita pelo grande império, os ritos pelos mártires eram discretos. Com o triunfo da igreja houve uma transformação evidente, cada espaço religioso passou a representar o orgulho que tinha por seus mártires. Por dez séculos, os mosaicos foram a base da decoração das igrejas orientais. Estas figuras tornaram-se objeto de devoção e ícone.

 

Arquitetura – Caracterizada por:

– Arcadas sobre colunas e cúpulas sobre pendentes;

– decoração florística e faunística;

Tem na arquitetura o seu ponto alto, tendo sido notáveis os templos:

– Igreja do Santo Sepulcro, na Palestina, mandada construir por Santa Helena, mãe do imperador Constantino;

– basílica dos Mártires, no rochedo do Gólgota;

– Igrejas de Santa Irene e dos Santos Apóstolos;

– Igreja de São Marcos, em Veneza.

Pintura:

– gesto paralelo das figuras;

– figuras chatas, em duas dimensões, pescoço longo, braços, pés e cabeça      pequenos, magreza;

– altura excessiva;

– preferência pela atitude e não pela ação, no gesto do corpo;

– figuras angélicas, proféticas, apostólicas;

– ausência de paisagem, fundo escuro, predomínio das figuras agrupadas, em procissão;

– predomínio do mosaico, a arte de maior teor bizantino.

Escultura:

– Influenciada pela tradição helênica e pelo Cristianismo, a escultura bizantina revela o gosto e o prestígio do efeito monumental.

ARTE GÓTICA
fev 13th, 2019 by Sardinha

Período Gótico                       

      Período compreendido entre meados do século XII e início do século XIV, onde o esplendor medieval foi marcado pelo crescimento das cidades, gerando um período de prosperidade econômica.

Na construção de catedrais, principais espaços arquitetônicos deste período, foram utilizados arcos em ogiva, a fim de se obter maiores vãos. Vitrais iluminavam o interior das catedrais, criando nestas uma atmosfera mística. As paredes translúcidas mostravam narrativas dos textos sagrados, procurando recordar constantemente as palavras proferidas pelos sacerdotes. As catedrais góticas possuíam torres laterais de grande altura e arcos em forma de ogiva nas suas portas de entrada, ressaltando a grandiosidade.

O culto à Virgem Maria foi instituído neste período e a imagem de virgem transformou-se na imagem simbólica da Igreja. A imagem de Nossa Senhora era destacada em esculturas ou em vitral circular, denominado Rosácea, presente nas fachadas. A virgem Maria passou a ser identificada com a figura da flor.

A escultura religiosa encontrou espaço nas pequenas imagens, fáceis de serem carregadas por seus devotos. Nestas, pode-se constatar a utilização de mármore, madeira, marfim e ouro, além de pedras preciosas.

A pintura era evidenciada nas têmperas dos retábulos que compõem  o altar e através dos livros de orações que eram complementados com o uso de iluminuras.

Principais características:

  • Arquitetura: Apresenta perfeita harmonia entre interior e exterior, formando um todo orgânico, cujos elementos se definem por sua função no conjunto. Nas igrejas, observa-se uma atmosfera de religiosidade, com o predomínio da vertical, reforçando no homem o sentimento de pequenez e ânsia de conquista do infinito. Templos mais famosos: Catedral de Hartres, Catedral de Reims, Catedral de Colônia, Catedral de Notre Dame de Paris e Milão.
  • Escultura: Normalmente integrada na arquitetura, predomina o convencionalismo da arte românica. A expressividade se concentra no rosto.
  • Pintura: Tem caráter bidimensional e é substituída pelo vitral policromado, cujos efeitos plásticos e luminosidade difusa criam ambiente de recolhimento e piedade cristãos.
ARTE ROMÂNICA
fev 13th, 2019 by Sardinha

ARTE ROMÂNICA                                                                              

     O período românico estendeu-se do século X até meados do século XII. Neste período a igreja cristã buscou afirmar-se como poder na sociedade e teve como principal instrumento de poder o uso de pedras na construção de suas igrejas.

Sua área de influência foi Itália, a Gália – principalmente Provença – a Espanha, com influência árabe, a Alemanha e a Bretanha.

A arquitetura dos templos religiosos retratava monumentalidade, solidez e durabilidade. As grandes construções tiveram os seus alicerces identificados com Cristo, que refletia a fortaleza do mundo feudal. As torres presentes nas igrejas foram identificadas como a representação do vínculo entre Deus e os homens.

A escultura deste período faz parte da estrutura da igreja, aparecendo nas fachadas em relevo, assumindo aspectos de pilares de sustentação. A função das esculturas era doutrinar, uma vez que assumiam aspectos narrativos, reproduzindo passagens bíblicas. Integrando-se à arquitetura, possuíam motivos humanos, animais ou geométricos, sem nunca abandonar características simbólicas.

A pintura foi utilizada em afrescos, painéis, ilustrações e pergaminhos. Possuía um traço firme e contínuo e cores intensas, apresentando sempre um caráter doutrinador.

 

Principais características:

 

Arquitetura – Abóboda em substituição ao telhado das basílicas;

Aberturas raras e estreitas terminam em arco pleno e ornadas por colunelos;

Torres, que aparecem no cruzamento das naves ou na fachada; às vezes, são

Separadas do corpo da igreja.

 

Pintura – Técnica pobre, figuras com articulações quebradas, uniformes, corpos longos    e

Curvos para a frente.

 

Escultura – Imitação de formas rudes, figuras curtas ou alongadas, ausência de movimentos

Naturais.

 

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