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Arte Pré-Colombiana – Arte Maia, Inca e Asteca
out 15th, 2018 by Sardinha

Arte Pré-colombiana

Arte Pré-colombiana foi o período anterior a chegada de Colombo ao Novo Mundo, se desenvolveu na América antes da vinda dos conquistadores espanhóis. Trata-se de manifestações culturais de civilizações que se localizaram no México, na América Central e no norte da América do Sul, principalmente no Peru. Quando os espanhóis chegaram a América encontraram civilizações bem organizadas que possuíam preciosos tesouros.

A arte tinha importância vital para a sociedade tribal. Atribuíam-se poderes mágicos a objetos como máscaras e cachimbos, achando assim que acalmariam a natureza, ajudando na sobrevivência da tribo.

Muito de sua arte era inspirada por visões.  O xamã sacerdotes e curandeiro,  reproduzia objetos que os deuses lhe revelavam enquanto estava em transe. Esses objetos tinham uma simbologia para cada ritual, como cerimônias de iniciação, enterros e festivais. Os povos tribais caprichavam muito em seus trabalhos,   pois tinham o costume de dar presentes, e quanto mais belo e precioso maior era o prestígio de quem o dava.

A Arte pré-colombiana se estende das montanhas do Peru às planícies do meio – oeste dos Estados Unidos e a Alasca. Os aspectos mais sobressalentes do desenvolvimento artístico pré-colombina se encontram na arquitetura, na escultura , nas pinturas murais e as artes decorativas como a cerâmica e os tecidos.

Dos povos pré-colombianos, três desenvolveram importantes civilizações:

  Na América Central:

  • MAIAS:

  Os Maias habitaram nas florestas tropicais, atualmente localizadas nas regiões da Guatemala, Honduras e Península de Yucatán  (México). A sociedade maia tinha uma organização bastante diferente dos demais impérios consolidados ao longo do continente americano. Organizando-se de forma descentralizada, dividiam o poder político entre diversas cidades-estados. Em cada uma delas, um chefe, chamado de halach vinic, governava a região em nome de uma divindade específica. Seu poder era repassado hereditariamente e os principias cargos administrativos eram por ele delegados.  A religião deste povo era politeísta, pois acreditavam em vários deuses ligados à natureza. Os maias ergueram pirâmides, templos e palácios, demonstrando um grande avanço na arquitetura. A arquitetura maia era totalmente devotada ao culto. As cidades eram centros religiosos. Os templos eram de forma retangular e construídos sobre pirâmides truncadas, acessíveis por escadas laterais. Os maias tinham como característica de arquitetura construir casas amplas e arejadas. A parte de fora das construções como palácios e pirâmides apresentam esculturas em suas decorações. A arte maia tinha suma importância na preservação das tradições religiosas. Os murais e as esculturas relatavam a grandeza das dinastias que controlavam uma determinada cidade-estado. Trabalhavam com pedras, matérias em madeira e cerâmica para construírem estátuas e figuras em baixo relevo que adornavam os templos e demais construções urbanas.

  • ASTECAS:

  Os Astecas ocuparam o Sul do México e parte da América Central. Falavam o Nahuatle. Foram uma das maiores civilizações que o mundo conheceu. A sociedade era hierarquizada e comandada por um imperador, chefe do exército. A nobreza era também formada por sacerdotes e chefes militares. Os camponeses, artesãos e trabalhadores urbanos compunham grande parte da população. Esta camada mais baixa da sociedade era obrigada a exercer um trabalho compulsório para o imperador, quando este os convocava para trabalhos em obras públicas (canais de irrigação, estradas, templos, pirâmides). Na arquitetura, construíram enormes pirâmides utilizadas para cultos religiosos e sacrifícios humanos. Estes, eram realizados em datas específicas em homenagem aos deuses. A religião era politeísta, pois cultuavam diversos deuses da natureza (deus Sol, Lua, Trovão, Chuva) e uma deusa representada por uma Serpente Emplumada. A escrita era representada por desenhos e símbolos. O povo Asteca foi um povo bom em esculturas, pois as faziam de todos os tamanhos em que ficavam com temas religiosos ou da natureza. Captavam a essência do que queriam representar e logo realizavam as suas obras com todo o detalhe. Nas esculturas maiores geralmente representam deuses e reis. As menores as utilizavam para representações de animais e objetos comuns. Os Astecas utilizaram a pedra e a madeira e as vezes decoravam as esculturas com pintura de cores ou incrustações de pedras preciosas.  A pintura no povo Asteca aparece ligada à Arquitetura. A cor tem um papel fundamental. Trata-se de uma cor simples, sem sombras e, possivelmente, com conotações simbólicas. Outro traço característico da arte Asteca é os adornos feitos com penas, que tiveram grande importância na América Central. As penas mais apreciadas eram as de quetzal (verdes), as de tlauquecholli (vermelhas) e as do xiuhtototl (azul turquesa). Com estas penas faziam tapetes e decoravam mantos, máscaras de rituais, escudos e trajes de guerreiros.

  Na América do Sul:

  • INCAS:

  Os Incas habitaram a América do Sul (Peru e Equador). A sociedade inca era dividida em três grupos, que se organizavam hierarquicamente formando uma pirâmide: na base ficavam os yanaconas, que eram escravos selecionados para proteger seus senhores; na parte do meio da pirâmide ficavam os nobres que eram membros da família do Inca ou descendentes dos chefes de clãs; e os sacerdotes, denominados de “Grande Inca”, ficavam no topo da pirâmide e realizavam culto ao Sol. Eles eram responsáveis pelos cultos religiosos e pela educação dos jovens. Homens casavam aos vinte anos e mulheres aos dezesseis. Eles mesmos escolhiam com quem casar e ao realizarem a cerimônia recebiam terras para morar. Aos 10 anos as mulheres passavam por uma seleção. As mais inteligentes e bonitas, sendo da etnia dos Incas, eram escolhidas e mandadas para Cuzco. Lá eram educadas por mulheres mais velhas. Algumas se tornavam esposas do imperador ou de quem ele indicasse, outras permaneciam virgens para participar do culto solar. Estas se empregavam em fiar e tecer. A religião era politeísta, constituída de forças do bem e do mal. O bem era representado por tudo àquilo que era importante para o homem como a chuva e a luz do Sol, e o mal, por forças negativas, como a seca e a guerra. Eram extremamente religiosos e viam o Sol e a Lua como entidades divinas às quais suplicavam suas bênçãos, fosse para melhores colheitas, fosse para o êxito em combates com grupos rivais. Desenvolveram várias construções, com enormes blocos de pedras encaixadas, como de templos, casas e palácios. Eles jamais construíram pirâmides, as encontradas em seu habitat são anteriores a essas civilizações. Os palácios e casas dos nobres em geral tinham uma planta quadrada e as construções religiosas eram circulares. As casas do povo e os depósitos de alimentos eram simples, feitos em pedras colossais, já os templos, palácios e edifícios do governo, tinham paredes de pedras geométricas regulares, polidas e encaixadas umas na outras sem argamassa. A maneira de trabalhar a pedra, tanto na escultura quanto na arquitetura, era sua forma de expressão artística. Seus templos, palácios e fortalezas mostram técnicas fabulosas de trabalho em pedra talhada. Em alguns edifícios, usaram blocos retangulares de pedras talhadas dispostos em fileiras. Eles eram especialistas em cortar pedras. Construíram muitas estradas, cidades, armazéns, fortalezas,  templos e santuários.  Os incas produziam artefatos destinados ao uso diário ornados com imagens e detalhes de deuses. Era comum na cultura inca o uso de formas geométricas abstratas e representação de animais altamente estilizados no feitio de cerâmicas, esculturas de madeira, tecidos e objetos de metal. Eles produziam belos objetos de ouro e as mulheres produziam tecidos finos com desenhos surpreendentes.

Fime 1492 – A conquista do Paraíso
out 15th, 2018 by Sardinha

ARTE GERMÂNICA
maio 15th, 2018 by Sardinha

Arte dos povos germânicos

     Arte dos povos germânicos ou arte bárbara refere-se à arte dos povos conhecidos genericamente como bárbaros(mongóis, vândalos, alanos, francos, germânicos e suecos entre outros) que, depois da queda do Império Romano, avançaram definitivamente sobre a Europa. Esses grupos, essencialmente nômades, não demoraram a assimilar a cultura e a religião (Cristianismo) dos povos conquistados, ao mesmo tempo que lhes transmitiam seus próprios traços culturais, o que deu origem a uma arte completamente diferente, que assentaria as bases para a arte européia dos séculos VIII e IX: o estilo românico. Foi também a partir dessa época que artistas e artesãos se organizaram em oficinas supervisionadas pela Igreja, origem das corporações de ofício que perdurariam por quase mil anos. O fato de não possuírem um habitat fixo influenciou grandemente os costumes e expressões artísticas dos bárbaros. Era notável sua destreza naquelas disciplinas que permitiam a fabricação de objetos facilmente transportáveis, fossem eles de luxo ou utilitários. Assim, não é de admirar que tenham sobressaído na ourivesaria, na fundição e moldagem de metais, tanto para a fabricação de armas quanto de jóias, e nas técnicas de decoração correspondentes, como a tauxia ou damasquinagem, a esmaltação, a entalhadura e a filigrama.

Todos esses povos tiveram uma origem comum na civilização celta, que desde o século V a.C. até a dominação romana se estabeleceu na Europa de norte a sul e de leste a oeste. Em suas crônicas, os romanos os descrevem como temíveis guerreiros e hábeis fundidores de metais. Uma vez dominados, uma boa parte da população foi assimilada pelo império e outra fugiu para o norte. Somente quando o império começou a ruir conseguiram penetrar em suas fronteiras e estabelecer numerosos reinos, dos quais se originaram, em parte, as nacionalidades européias.

A Europa entrou assim num dos períodos históricos mais obscuros, a meio caminho entre a religiosidade, agora em parte aceita, dos primeiros cristãos e a beligerância selvagem dos novos senhores. Mais tarde sofreria também o açoite dos vikins dinamarqueses vindos do norte, em perpétua luta contra os francos e os eslavos ocidentais. Por seu lado, a Igreja ia ganhando posições com a proliferação de mosteiros exatamente onde os mais temíveis exércitos não conseguiam vencer as batalhas: as ilhas britânicas e o leste da Europa.

ARTE ISLÂMICA
maio 15th, 2018 by Sardinha

ARTE ISLAMICA

Aparentemente sensual, a arte islâmica foi na realidade, desde seu início, conceitual e religiosa.
No âmbito sagrado evitou-se a arte figurativa, concentrando-se no geométrico e abstrato, mais simbólico do que transcendental. A representação figurativa era considerada uma má imitação de uma realidade fugaz e fictícia. Daí o emprego de formas como os arabescos, resultado da combinação de traços ornamentais com caligrafia, que desempenham duas funções: lembrar o verbo divino e alegrar a vista. As letras lavradas na parede lembram o neófito, que contempla uma obra feita para Deus.

Na complexidade de sua análise, a arte islâmica se mostra, no início, como exclusividade das classes altas e dos príncipes mecenas, que eram os únicos economicamente capazes de construir mesquitas, mausoléus e mosteiros. No entanto, na função de governantes e guardiões do povo e conscientes da importância da religião como base para a organização política e social, eles realizavam suas obras para a comunidade de acordo com os preceitos muçulmanos: oração, esmola, jejum e peregrinação.

ARQUITETURA

     As mesquitas (locais de oração) foram construídas entre os séculos VI e VIII, seguindo o modelo da casa de Maomé em Medina: uma planta quadrangular, com um pátio voltado para o sul e duas galerias com teto de palha e colunas de tronco de palmeira. A área de oração era coberta, enquanto no pátio estavam as fontes para as abluções. A casa de Maomé era local de reuniões para oração, centro político, hospital e refúgio para os mais pobres. Essas funções foram herdadas por mesquitas e alguns edifícios públicos.

     No entanto, a arquitetura sagrada não manteve a simplicidade e a rusticidade dos materiais da casa do profeta, sendo exemplo disso as obras dos primeiros califas: Basora e Kufa, no Iraque, a Cúpula da Roca, em Jerusalém, e a Grande Mesquita de Damasco. Contudo, persistiu a preocupação com a preservação de certas formas geométricas, como o quadrado e o cubo. O geômetra era tão importante quanto o arquiteto. Na realidade, era ele quem realmente projetava o edifício, enquanto o segundo controlava sua realização.

     A cúpula de pendentes, que permite cobrir o quadrado com um círculo, foi um dos sistemas mais utilizados na construção de mesquitas, embora não tenha existido um modelo comum. As numerosas variações locais mantiveram a distribuição dos ambientes, mas nem sempre conservaram sua forma. As mesquitas transferiram depois parte de suas funções aos edifícios públicos: por exemplo, as escolas de teologia, semelhantes àquelas na forma. A construção de palácios, castelos e demais edifícios públicos merece um capítulo à parte.

     As residências dos emires constituíram uma arquitetura de segunda classe em relação às mesquitas. Seus palácios eram planejados num estilo semelhante, pensados como um microcosmo e constituíam o hábitat privativo do governante. Exemplo disso é o Alhambra, em Granada. De planta quadrangular e cercado de muralhas sólidas, o palácio tinha aspecto de fortaleza, embora se comunicasse com a mesquita por meio de pátios e jardins. O aposento mais importante era o divan ou sala do trono.

    Outra das construções mais originais e representativas do Islã foi o minarete, uma espécie de torre cilíndrica ou octogonal situada no exterior da mesquita a uma altura significativa, para que a voz do almuadem ou muezim pudesse chegar até todos os fiéis, convidando-os à oração. A Giralda, em Sevilha, era o antigo minarete da cidade. Outras construções representativas foram os mausoléus ou monumentos funerários, semelhantes às mesquitas na forma e destinados a santos e mártires.

Referências bibliográficas

  • ARTE bárbara, bizantina e islâmica. Barueri, SP: Videolar Multimídia, [2004]. 1 CD-ROM. (Enciclopédia Caras, 4). (bibliografia completa)
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