SIDEBAR
»
S
I
D
E
B
A
R
«
ARTE BIZANTINA
fev 20th, 2019 by Sardinha

A Arte e a Idade Média

Na idade Média, a arte tem suas raízes na época conhecida como paleocristã. Trazendo profundas modificações no comportamento humano, o Cristianismo promoveu profundas modificações na arte, que se voltou para a valorização do espírito.

 A arte Bizantina

       Constantino, grande imperador romano que reinou de 306 a 337 (ano de sua morte), tomou duas decisões que mudaram para sempre a história da humanidade: oficializou o cristianismo e fundou uma nova capital imperial em Bizâncio.

Quanto ao local da nova capital, Constantino, olhando para o Oriente, Escolheu uma cidade fortificada grega chamada Bizâncio. A cidade daria seu nome ao Império Bizantino, assim como Constantino daria o seu à cidade que passaria a chamar-se Constantinopla. Conhecida como “ Nova Roma”, Constantinopla trazia consigo heranças romanas na ideologia e na administração; somente o latim não conseguiu ser incorporado nessa capital romana, onde o grego permaneceu como língua oficial.

Constantino rompeu com as tradições do Império Romano ao conceder liberdade religiosa aos cristãos e, no famoso Édito de Milão de 313, concedeu a todos os homens a liberdade de seguir a religião que quisessem. Tal ato abriu caminho para a conversão ao cristianismo, que foi oficializado nos territórios romanos somente em 391, por Teodósio.

Após a divisão do império em dois, o Império Romano do Ocidente enfraquecia com as invasões bárbaras, já o Império Romano do Oriente permanecia unificado sob o poder do Imperador, progredindo fabulosamente. O desenvolvimento do comércio exterior garantia o luxo e a riqueza da cidade ao propiciar uma arte luxuosa e rica em decoração, desenvolvida no Oriente. Essa arte podia ser vista nos mosteiros e monumentos espalhados por toda a região mediterrânea e nos países eslavos da Europa do Leste, perdurando por toda a Idade Média.

Apesar de Enfrentar várias crises políticas, o império manteve-se unido até 1453, quando os turcos otomanos tomaram Constantinopla – que teve seu nome mudado para Istambul.

O Império Bizantino conquistou seu apogeu político e cultural durante o governo de Justiniano, que durou de 527 a 565 d.C.

Esse estilo de arte corresponde a uma época de afirmação da Igreja Cristã, somente quando a religião é oficializada, a arte perde seu caráter popular e assume uma forma solene e majestosa. Enquanto a arte paleocristã pregava a pobreza e a santidade, essa nova arte é caracterizada pela concepção Imperial de ostentação.

Com o objetivo de expressar a autoridade absoluta, as imagens dos imperadores passaram a se misturar ao sagrado. Novas convenções foram adotadas como a lei da frontalidade e a colocação de grandes halos sobre a cabeça dos imperadores – indicando que eles seriam representantes de Deus, com poderes temporais e espirituais.

Desde o início, as criações artísticas diferiam dos modelos clássicos por meio da simplificação. A representação da figura era chapada, isto é, sem volume, rígido. O artesão não tinha interesse em mostrar profundidade e perspectiva; dava ênfase às forma plana, criando figuras altas, em cujas faces amendoadas se ressaltavam olhos enormes que olhavam diretamente para frente, sem movimento.

Nesse momento, a beleza formal d arte clássica era substituída, na arte cristã, pela intenção espiritual e abstrata, em que a ideia tornava-se lentamente mais importante que a forma.

A esplêndida decoração do estilo bizantino aparece no dourado que reluz como fundo dos mosaicos coloridos, revestindo as paredes e o teto das igrejas. As colunas, feitas em mármore e com seus capitéis esculpidos de forma rendilhada, completam a luxuosa decoração.

A arte bizantina esteve ligada à composição de superfícies de mosaicos.

Quanto menores os cubos utilizados, desenhos mais variados eram permitidos. O Cesaropapismo foi a forma de governo adotada pelo império bizantino e ficou evidenciada nas manifestações artísticas que mostravam uma arte inteiramente centralizada na corte, expressando a autoridade absoluta, uma grandeza sobre humana e uma inacessibilidade mística.

Na arte bizantina, Cristo foi representado como rei e Maria como rainha. Antes da Igreja cristã ser aceita pelo grande império, os ritos pelos mártires eram discretos. Com o triunfo da igreja houve uma transformação evidente, cada espaço religioso passou a representar o orgulho que tinha por seus mártires. Por dez séculos, os mosaicos foram a base da decoração das igrejas orientais. Estas figuras tornaram-se objeto de devoção e ícone.

Arquitetura – Caracterizada por:

– Arcadas sobre colunas e cúpulas sobre pendentes;

– decoração florística e faunística;

Tem na arquitetura o seu ponto alto, tendo sido notáveis os templos:

– Igreja do Santo Sepulcro, na Palestina, mandada construir por Santa Helena, mãe do imperador Constantino;

– basílica dos Mártires, no rochedo do Gólgota;

– Igrejas de Santa Irene e dos Santos Apóstolos;

– Igreja de São Marcos, em Veneza.

Pintura:

– gesto paralelo das figuras;

– figuras chatas, em duas dimensões, pescoço longo, braços, pés e cabeça      pequenos, magreza;

– altura excessiva;

– preferência pela atitude e não pela ação, no gesto do corpo;

– figuras angélicas, proféticas, apostólicas;

– ausência de paisagem, fundo escuro, predomínio das figuras agrupadas, em procissão;

– predomínio do mosaico, a arte de maior teor bizantino.

Escultura:

– Influenciada pela tradição helênica e pelo Cristianismo, a escultura bizantina revela o gosto e o prestígio do efeito monumental.

ARTE PALEOCRISTÃ – II
fev 20th, 2019 by Sardinha

ARTE PALEOCRISTÃ – Parte II

CATACUMBAS

As catacumbas, invioláveis pela lei romana, serviam como refúgio para a população cristã perseguida que, ao mesmo tempo em que venerava seus mortos, se reunia para pregar e difundir a nova religião, pela qual eles seriam agraciados com a ressurreição para a vida eterna.     A palavra catacumba, em latim, significa “cavidade”; as catacumbas eram buracos subterrâneos destinados ao sepultamento dos mortos. Elas eram cavadas em rochas esponjosas e tinham cerca de 4 metros de altura por 1 metro de largura. Nas paredes dos corredores eram encontradas cavidades suficientes para receber três corpos colocados em posição horizontal.

Em determinados espaços, as galerias se ampliavam, formando lugares maiores nos quais os cristãos se reuniam. Somente após o cristianismo tornar-se religião oficial, esses locais passaram a ser usados nas cerimônias fúnebres realizadas pelos bispos. Era na escuridão e no silêncio das catacumbas que os cristãos registravam seus encontros pintando símbolos nas paredes.

Segundo as leis romanas, um cadáver não poderia ser enterrado nem cremado dentro da cidade; geralmente, elegiam um lugar para os sepultamentos próximos às vias que partiam da cidade. Esses lugares eram denominados necrópoles.

A palavra necrópole era utilizada pelos pagãos; já os cristãos preferiam a palavra cemitério – termo inventado por eles, derivado do verbo grego Koimao, que significa dormir. Ao empregar este termo, percebe-se claramente a fé dos cristãos, pois o cemitério era o lugar do sono de espera para a ressurreição do corpo.

Nos corredores existentes, o ar era frio – devido à umidade – e abafado, porém existiam algumas aberturas no teto que recebiam luz e ventilação, facilitando a respiração.

A FUNÇÃO DA ARTE PRITIVA CRISTÃ

As pinturas encontradas nas catacumbas eram afrescos de caráter simbólico e metafórico, que adornavam os túmulos, os altares e os oratórios. Sua função não se restringia a embelezar e enaltecer a morada do falecido, também propagavam o cristianismo, mostrando que a morte não era o final, ao contrário, representava porta de entrada para a vida eterna. As decorações eram lineares e esquemáticas, muito simples e toscas. Traziam características da arte greco-romana e não eram concebidas pelos artífices da época, mas por homens do povo, adeptos da nova religião.

O pintor das catacumbas não se preocupava em apresentar a cena com maior dramaticidade; objetivava mostrar a força do poder espiritual da salvação – as ideias de clareza e simplicidade superavam as de fiel imitação.

Houve grande facilidade de adaptação dos motivos tradicionais – flores, frutas, fauna e cupidos – aos temas criados pelos cristãos, inspirados no Antigo e no Novo Testamento.

No início, o cristianismo não alterou as formas do desenho, apenas seu conteúdo. Sua função era essencialmente pedagógica; encarregava-se de mostrar aos analfabetos em que deveriam acreditar. A mitologia greco-romana teve seu posto tomado pelas lendas cristãs; as narrativas bíblicas retratavam as ideias de ressurreição e salvação pela fé, como nas cenas de Noé, Jonas lançado ao mar e a ressurreição de Lázaro. O Redentor aparece na figura do Bom Pastor; e a Nossa Senhora, na figura da Madona com o Menino. Outro símbolo muito importante entre os cristãos, encontrado nas catacumbas, é o pão e o peixe, pois relacionavam-se ao milagre da multiplicação e também à figuração da eucaristia.

Extraído do livro “Arte Primitiva Cristã” de Sueli Lemos e Edna Ande – Ed. Callis – 2013

ARTE PALEOCRISTÃ – I
fev 20th, 2019 by Sardinha

ARTE PALEOCRISTÃ – Parte I

 

     Na época da arte paleocristã, a filosofia e as artes já haviam sentido o impacto do período helenístico, momento de crise e expansão marcado pelas “novidades” trazidas do Oriente por homens como Alexandre, o Grande, em suas campanhas militares.

Um novo estilo de vida, imperturbável, começa a aparecer no mundo grego com Epicuro, que ressaltava o papel da amizade na busca da felicidade, e com Zenão de Cítio, pai do estoicismo, que propunha uma vida de acordo com a  natureza, que para ele estava repleta da presença dos deuses. O estoicismo marcou bastante o cristianismo, uma vez que, que para os estoicos, os deuses se manifestavam no mundo material, tal qual a razão (logos) seminal e o sopro divino. Essas filosofias serviram de base para o cristianismo em seu surgimento e o período é fascinante também porque o pensamento e a arte cristã se consolidaram em  Roma nos primeiros séculos dessa era. Assim, o cristianismo representava uma nova maneira de pensar e agir.

A restrição inicial ao culto cristão caracteriza a produção artística desta época, em que são revelados todo o simbolismo das catacumbas e o contexto das perseguições religiosas. Esse período de transição e assimilação marca a estética da arte paleocristã, que sempre traz em si tradições artísticas grego-romanas, orientais e médio-orientais, só que agora traduzidas nas figuras dos apóstolos e santos nas igrejas, e cifradas nos símbolos dos mártires e na narrativa bíblica.

 

ARTE PRIMITIVA CRISTÃ

 

      Não se pode compreender a arte medieval sem ter como referência “a nova fé”, o cristianismo, que se iniciou na Idade Antiga, mas seu culto foi aceito e regido dentro de um novo período designado por Idade Média (476 a 1453). A arte primitiva cristã é uma arte de caráter religioso que apareceu como tradição, marcando a passagem da Idade Média para a Idade Moderna.

A partir do nascimento de Jesus Cristo, durante o Império Romano e sob o reinado de Augusto, surgiu uma nova religião conhecida como cristianismo. Seus seguidores foram perseguidos até o século IV d.C., pois os romanos os consideravam ateus perante seus deuses.

As invasões bárbaras, a exaustão dos recursos financeiros, as disputas de classes sociais e a corrupção política e administrativa foram as causas que levaram o império Romano ao declínio.

O povo, impotente diante do colapso social, voltou-se ao misticismo, encontrando conforto na religião cristã. A nova religião pregava a adoração a um deus único e não fazia distinção social; todos eram irmãos em busca da salvação, perante o amor de Cristo.

O cristianismo utilizou-se de figuras e símbolos pagãos, isto é, greco-romanos, dando a eles uma nova conotação. O virtuosismo das pinturas helenísticas da época já não atendia às necessidades de representação de um povo que buscava dentro da espiritualidade uma nova forma de expressão.

Essa filosofia não era bem vista aos olhares dos imperadores romanos, que se sentiam ameaçados, gerando uma violenta oposição do Estado frente ao cristianismo, considerando um inimigo poderoso. Tal situação viria a mudar a trajetória da arte.

 

ARTE EGÍPCIA
fev 13th, 2019 by Sardinha

A ARTE E A ANTIGUIDADE                                    Arte

ARTE MESOPOTÂMICA

– Região situada entre os rios Tigre e Eufrates, ali se desenvolveram três grandes civilizações: A Sumeriana, desde o terceiro milênio a.C., a Babilônica e a Assíria.

– O período Sumeriano foi notável o desenvolvimento na arquitetura, escultura, cerâmica e pintura.

– Na arquitetura do período Babilônico, merecem menção:

. os zigurates – grandes torres de sete andares, todos atingidos pelo sistema

de rampas

. os templos e os observatórios astronômicos;

. as grandes muralhas;

. os palácios com jardins suspensos

– Período Assírio, merece especial relevo a arquitetura e escultura.

ARTE EGÍPCIA

As representações das divindades, bem como de seus poderes e domínios, apareciam em pinturas e relevos, aplicados em papiros, paredes dos templos, palácios e pirâmides e também em objetos de uso pessoal. As imagens produzidas no mundo egípcio seguiam o princípio da Lei da Frontalidade que mostrava uma visão completa do objeto. Ela era baseada no que se sabia existir ou pertencer à imagem e não exatamente ao que se estava visualizando.

A representatividade arquitetônica no Egito ficou por conta das estruturas funerárias, evidenciada nas construções das mastabas e pirâmides, destinadas à moradia do faraó após sua morte terrena.. As pirâmides revelam uma sociedade organizada e de forte poder centralizador. Além de um grande domínio tecnológico eram a representação do encontro simbólico do deus com o homem. Outro elemento arquitetônico do Egito eram os templos de seus governantes e nestes destacaram-se a presença das colunas com capitéis, caracterizando as formas da flor de lótus: lotiforme , papiro: papiriforme e palmeira: pauliforme.

As esculturas egípcias representavam uma imagem estática fiel ao modelo. Também estas se relacionavam sempre ao faraó e aos cuidados para com ele em sua vida pós-morte. Os baixo relevos, presentes nas estruturas arquitetônicas representavam as celebrações e tinham um caráter narrativo, sendo constantemente complementados com a escrita.

A escrita evidenciava o controle do reino e era representada através de hierógrafos, uma escritas pictográfica, onde cada sinal representava um objeto. Esta escrita estava presente principalmente em folhas de papiro, mas poderia também aparecer em paredes ou blocos de pedra, onde os pictogramas eram pintados ou escavados. A pessoa responsável pela produção da escrita recebia o nome de escriba.

A arte egípcia pode ser considerada uma arte funerária, visto que as principais representações plásticas estiveram sempre voltadas para a vida após a morte. A arte celebrava a grandeza do reino e a majestade do faraó.

Principais características:

– Religiosidade refletindo em toda sua arte;

– Crença de uma vida futura, após a morte, quando, para os egípcios começa a verdadeira vida;

ARQUITETURA:

– Solidez e durabilidade;

– Sentido de eternidade;

– Aspecto misterioso e impenetrável;

– Dominantes horizontais (predomínio da largura sobre o comprimento);

– Predominância dos cheios sobre o vão;

– Predomínio da aparência sobre a realidade;

– Monumentos mais expressivos são os túmulos e os templos;

. pirâmide-túmulo real, destinado ao faraó.

. mastaba  – túmulo para o nobre.

. hipogeu – túmulo destinado à gente do povo.

ESCULTURA:

– Estatuária era a principal escultura.

– Crença imortalidade da alma fazia da reencarnação o mais importante dos elementos na plástica escultural;

– A “mumificação” do corpo, para evitar sua destruição;

– O “duplo”, uma espécie de exemplar idêntico, que transmigrava, na busca da perfeição;

– A “alma” que animava o duplo e era dele a parte mais sutil. A imagem de tudo que pertencia ao duplo também tinha duplos. Tudo era representado nos túmulos por meio da pintura e do baixo-relevo.

PINTURA:

– Ausência das três dimensões;

– Ignorância da profundidade;

– Colorido a tinta lisa, sem claro-escuro e sem indicação do relevo;

– Uniformidade das figuras, de modo a se distinguirem os grupos e se omitirem os indivíduos;

– Satisfação mais ao espírito que à inteligência. É uma caligrafia em que o pintor tenta transformar a profundidade em altura.

Arte Grega
fev 13th, 2019 by Sardinha

A ARTE GREGA    

DADOS HISTÓRICOS

– Período pré-grego ou pré-helênico de III milênio a,C. até cerca 700 a,C..

– Subsequentes da evolução artística grega recebem nome de período Arcaico e Clássico.

– Resultado fusão entre essa arte e a do Império macedônio de Alexandre Magno: o período helenístico.

– Região de Peloponeso, extremo sul da Grécia, que penetra no mar Mediterrâneo, chegaram invasões sucessivas do norte: aqueus, nos séc. XX a XV a,C.; dórios, no séc. XII a,C.; eólios e jônicos, nos séc. XII e XI a,C..

– Chegam a estas  costas elementos do Oriente e do Egito, alguns através da ilha Creta, com arte minóica, trazendo formas diferenciadas.

– A arquitetura do antigo Oriente, especialmente Mesopotâmia, inspirou a construção de amplos palácios;

– Aqueus invadem Peloponeso, subjugam Tirinto e Micenas, principais centros da cultura da região e conquistam Creta, funcionando como receptáculo das duas culturas e fonte originária de uma terceira cultura cretomicênica ou micênica.

– Com a invasão dos dórios, a civilização micênica entra em colapso, servindo de base à nova cultura que vai sendo aos poucos elaborada, ganhando simplicidade e funcionalidade dos dórios, e recebendo o naturalismo e o decorativismo dos jônicos.

– Essa mistura será responsável pela cultura grega propriamente dita.

PERÍODO ARCAICO:

– Organização social e política, baseada nos genos ( grupos familiares ), evolui para o sistema das cidades-estados.

– Séc. VIII a,C., passaram a oligarquias ( governo de poucas pessoas de uma só classe, no  caso a aristocracia ), transformando a economia agrária em comercial através das colônias gregas estabelecidas em todo mar Mediterrâneo.

– A vida urbana sobrepuja a vida rural, e a aristocracia passa a gastar suas rendas na cidade. Nasce poderosa camada de comerciantes.

–  Com as transformações econômicas e sociais, nasce o espírito de competição e a concepção individualista que irão formar toda a cultura grega.

Enquanto a arte egípcia é uma arte ligada ao espírito, a arte grega liga-se a inteligência.

– No domínio da arte, o lógico (predomínio da inteligência) supera o psicológico (predomínio do espírito), valorizando o valor estético.

A arte volta-se para o gozo da vida presente. Contemplando a natureza, o artista se empolga pela vida e tenta, através da arte, exprimir suas manifestações.

– Na sua constante busca da perfeição, o artista grego cria uma arte de elaboração intelectual em que predominam o ritmo, o equilíbrio, a harmonia ideal.

ARQUITETURA

– Predomínio da horizontal sobre a vertical;

– Planta retangular;

– Colunatas rodeando os edifícios;

– Frontão triangular.

Ordem dórica

 Nascida do sentir do povo grego, nela se expressa o pensamento;

– Severa e funcional, impondo uma coluna sem base, e o mais simples dos capitéis, com base lisa, quadrada;

-Apresenta o fuste assentado diretamente sobre o embasamento de patamares ímpares, sulcado geralmente por vinte caneluras de arestas vivas

– Idéia de solidez e imponência.

– Traduz a forma do homem.

       Ordem jônica

 – Exprime o sentir.

– Não assenta diretamente sobre patamares, mas sobre plintos.

– O fuste possui 24 caneluras em que as junturas dos canais não são arestas vivas.

– O capitel é ricamente ornado, tendo como importante elemento a forma de espiral, mais conhecida como voluta jônica.

– Mais luxuosa e refinada.

– Traduz a forma da mulher.

       Ordem coríntia

– A base da coluna é constituída de um grosso e um pequeno toro.

– O fuste tem caneluras semelhantes às da ordem jônica.

– O capitel é formado de volutas externas e internas, com três fiadas de folhas de acanto.

– Faustosa e decorativa.

– Sugere luxo e ostentação.

Principais monumentos da arquitetura grega:

  1. Templos, dos quais o mais importante é o Partenon de Atenas, consagrado a Atenéia Pártenos e construindo sobre a acrópole. Foi queimado em 480 a,C. pelos persas. Reconstruído de 447 a 432 a,C. por Ictino e Calicrates, sob a direção de Fídias. Sua primeira construção data da época de Sólon.
  2. Teatro, que se compunham de três partes: a skene ou cena, para os atores; a konistra ou orquestra, para o coro; o koilon ou arquibancada, para os espectadores.
  3. Ginásios, edifícios destinados à cultura física. Os jogos, muito apreciados entre os gregos, eram: ginástica – cinco jogos – corrida a pé, salto, luta, disco, dardo; agonística – três jogos – luta, corrida de carros, corrida de cavalos; atlética – dois jogos – luta e pugilato.

Na Grécia se desenvolviam os seguintes jogos:

  1. Jogos píticos – na Fócida, Delfos, em honra de Apolo Pítico. Ao vencedor era dada uma coroa de louro.
  2. Jogos nemésicos – na Argólida, em honra de Nêmesis, deusa que media a fortuna e a desgraça dos mortais.
  3. Jogos ístmicos – em Corinto, em honra de Poseidon.
  4. Jogos gerais – jogos olímpicos, na Élida, em honra de Zeus, celebrados de quatro em quatro anos, constituindo a Olimpíada. O herói recebia uma coroa de oliveira selvagem.
  5. Pórticos, dos quais o mais importante foi o de Delfos. Eram uma espécie de clube aberto, que acolhia viajantes. Nos pórticos, os jovens se reuniam em liberdade de determinados preconceitos.

ESCULTURA

– Esquece certo geometrismo do período anterior.

– Atenua excessivo frontalismo.

– Procura o naturalismo na representação do corpo humano.

– Acentuado antropomorfismo – esculturas de formas humanas.

PINTURA

– Vasos de cerâmica, que guardavam – além de  vinho,  azeite,  mel ou perfume – a arte dos

pintores consagrados.

– Afrescos de mosaicos romanos, que muitas vezes copiam literalmente os gregos.

– Utilização de gregas, espirais e rosáceas – cenas mitológicas e históricas de figuras cuidadosamente dispostas e equilibradas em volume e cor.

PERÍODO CLÁSSICO:

 – Das cidades-estados, Esparta e Atenas eram as mais importantes. Enquanto a primeira continuava governada por uma casta militar, a segunda evoluiu para uma democracia, que atinge seu mais alto grau de perfeição no século V a,C., o chamado “século de Péricles”(495-429 a,C.).

– O desenvolvimento democrático faz surgir um comportamento com sentimento de excelência, de busca de perfeição, sem cair na uniformidade ou monotonia.

– Preocupação de medida e ordem é tão forte quanto o apego à natureza.

– A realidade é o tema: a procissão que se alonga no friso do Partenon é a mesma que, todos os anos, leva a população à Acrópole.

– O assunto é religioso e místico, mas bem real.

– A coexistência entre o divino e o terreno será procurada por todos os artistas.

ESCULTURA

– Técnica antefrontal: flexão da espinha, equilíbrio das quatro partes, equilíbrio elástico;

– Movimento transitório, em três tempos;

– Expressão do gesto corporal , desembaraçados, sendo copiados de criaturas vivas;

– O torso da estátua , girando sobre a bacia, dá idéia de movimento;

– Uma perna sustenta o corpo enquanto a outra estira no chamado contraposte;

 PERÍODO HELENÍSTICO :

– O centro da evolução artística grega se desloca para o Oriente, durante os três séculos que se seguiram à conquista da Grécia por Felipe II, rei da Macedônia em 338 a,C..

– A Grécia passa a fazer parte do império Macedônico, depois ampliado com a conquista da Pérsia e todo o Oriente por Alexandre Magno, filho de Felipe II.

– Do amálgama das culturas grega e oriental, formou-se pouco a pouco a cultura helenística, cujos focos principais foram Alexandria, no Egito: Pérgamo, na Ásia Menor; Antioquia e Seleucia, na Síria.

– o novo Estado despreza os anseios de isolamento, a pureza étnica e tradição cultural para se apoiar nas estruturas sociais diversas, de cada região.

– O racionalismo é valorizado.

– Surge uma tendência à erudição levando a arte a seguir padrões que incluem ao mesmo tempo mais racionalismo e mais sentimentalismo, gregos na forma, porém mais abertos à influência das civilizações asiáticas.

– Desenvolve-se o planejamento urbanístico.

ARQUITETURA:

– Os elementos básicos da arquitetura se conservam, enquanto é adotado o arcobotante oriental: um pílar terminado em meio arco, para apoiar.

ESCULTURA:

– Apresenta um realismo que conhece tanto o dramático como o lírico, às vezes exibindo-se em efeitos teatrais.

PINTURA:

– Continua realista.

– Muitas cenas cobrem as colunas, por meio de diversas técnicas: a eucásutica – dissolução das tintas em uma cera quente que lhes dá brilho semelhante ao do verniz – a  têmpera – dissolução das tintas em adesivo, cola ou caseína do ovo, para que possam aderir melhor às superfícieis – a pintura sobre mármore, placas de cerâmica ou vasos.

– Surge a pintura de cavalete.

Arte Romana
fev 13th, 2019 by Sardinha

A ARTE ROMANA

– Civilização caracterizada pelo senso de realismo e utilitarismo, a arte romana deriva, de um lado, dos etruscos, do outro lado, da Grécia;

– Da influência etrusca os romanos herdaram a abóbada;

– Da Grécia, as estátuas decoraram os palácios dos  grandes romanos;

– A arte romana característica inicia-se nos primeiros tempos da República, com a expulsão de Tarquinio, o Soberbo, em 509 a,C.

Arquitetura:

– Princípios estéticos:

– superposição de ordens; dórica no andar inferior, jônica no centro e coríntia no superior, formando a chamada ordem compósita;

– busca do útil imediato;

– grandeza material, realçando a idéia de força;

– energia e sentimento de durabilidade;

– predomínio do caráter sobre a beleza;

– visão do colossal e do excessivo, inclusive na decoração.

– As construções eram de quatro espécies, de acordo com as funções:

Religião: Templos

Comércio e civismo: Basílicas

Higiene: Termas

Divertimento: Circo, Teatro, Anfiteatro

Monumentos Decorativos: Arco triunfo, Coluna Triunfal

Escultura:

– Mais realista que idealista, a estatuária romana teve seu maior êxito na retratística;

– As figuras são assinaladas pela veracidade individual;

– Estátuas mitológicas – Zeus, Hera, Hermes

– Estátuas alegóricas

– Baixos-relevos históricos

– Monumentos funerários

Pintura:

– Retratística e a decorativa;

– Temática – cenas eróticas, cenas de magia e cenas semelhantes às do estilo francês do século XVIII;

– Arte vivaz, ligeira, preferindo o gracioso ao austero;

– perspectiva convencional;

REGRAS 2019
fev 5th, 2019 by Sardinha

REGRAS PARA 2019 – ARTES

  1. Corriqueiras:

1- A ausência do aluno deverá ser justificada através de Atestado Médico ou Justificativa Pessoal do Responsável diretamente com o Professor ou Orientador Educacional no primeiro dia de aula subsequente a ausência;

2- Somente será permitido a entrada do aluno em sala de aula até 10 minutos após o sinal , salvo se o aluno apresentar justificativa;

3- É determinantemente proibido o uso de celular e aparelhos semelhantes em sala de aula, sob pena do aparelho ser recolhido e entregue a autoridade escolar;

4- Será permitido o aluno ir ao banheiro somente em caso extremo de necessidades;

5- Os trabalhos aplicados somente serão aceitos na data pré-determinada pelo professor. Caso, na data de entrega, o aluno não cumprir seu compromisso, somente será aceito mediante justificativa ( Atestado médico ou presença do Responsável pelo aluno);

6- A pontuação do caderno será aplicada em dia não divulgado pelo professor. Portanto, o caderno deverá acompanhar o aluno em TODAS as aulas;

7- A recuperação será PARALELA, ou seja, para cada instrumento aplicado, uma recuperação será aplicada. Não haverá recuperação no final do bimestre. Os textos no caderno para pontuação não terão recuperação;

8- Os alunos serão fotografados para questão de identificação pessoal, sendo o professor responsável em NÃO vincular as imagens na mídia sem autorização do aluno;

9- Os trabalhos confeccionados serão fotografados ou filmados para eventual pontuação e avaliação.

  1. TRABALHOS PRÁTICOS:

10- As pesquisas serão confeccionadas em meio digital, sendo utilizados os programas PowerPoint e Word;

11- Os trabalhos deverão ser enviados por e-mail  do aluno para o e-mail do professor. O prazo para o envio do trabalho será até 00:00 h do dia estipulado. O não cumprimento do prazo, ou seja, o envio do trabalho após o prazo estipulado, será considerado tarefa não cumprida pelo aluno, culminando na perda dos referidos pontos do instrumento em questão;

12- Os trabalhos poderão ser enviados por qualquer dispositivo eletrônico (computador, tablet, celular e TV) que esteja ligado a internet. Caso o aluno não possua nenhum dispositivo mencionado acima, solicitar a um colega, parente  ou buscar uma Lanhouse para efetuar o envio;

  1. FORMAS DE AVALIAÇÃO:

13 – O aluno será avaliado por meio de instrumentos diferentes entre si. Para cada instrumento, uma pontuação. Por bimestre, serão aplicados de 4 a 5 instrumentos, sendo divididos da seguinte forma:

.Instrumento 1 – Textos

.Instrumento 2 – Pesquisa

. Instrumento 3 – Prático

. Instrumento 4 – Avaliação escrita

. Instrumento 5 – Avaliação Atitudinal

Cada instrumento terá uma pontuação, que somados chegarão aos 100 pontos bimestrais. A pontuação de cada instrumento poderá variar bimestralmente, dependendo do andamento do conteúdo. Cada instrumento terá sua respectiva recuperação, com exceção do instrumento 1 (Textos) e 5(Atitudinal);

14- A avaliação atitudinal será dividida em três itens: Assiduidade (frequência). O aluno terá direito a 25% de faltas dentro do bimestre. Acima deste percentual, neste item, ficará sem a pontuação do item avaliado;

Responsabilidade/comprometimento: refere-se a efetiva entrega dos trabalhos e realização das avaliações bimestrais. A não entrega de algum trabalho ou a ausência em alguma avaliação bimestral, o aluno ficará sem a pontuação do item avaliado;

Comportamento: refere-se as atitudes e convivência dos alunos dentro de sala de aula. Caso o aluno apresente atitude comportamental fora dos limites estabelecidos em sala de aula, o aluno ficará sem a pontuação referente ao item avaliado.

15- A avaliação escrita possui o caráter acumulativo de conteúdo, ou seja, ao longo do ano, a matéria irá acumulando, culminando em avaliações com o conteúdo acumulado. Logo, no segundo bimestre, a avaliação terá conteúdo do primeiro e segundo e assim sucessivamente.

  1. FECHAMENTO BIMESTRAL:

16- O fechamento bimestral será apresentado em projeção no quadro a partir de uma planilha contendo todos os instrumentos listados com as respectivas notas de cada aluno. Após análise do fechamento bimestral, será executado o plano de ação para o bimestre seguinte, observando rendimento, porcentagens, pontos positivos e negativos. Tudo feito em conjunto com os alunos.

OBS: site para consultar: arteberg.com.br

e-mail p/trabalhos: berg.sardinha@bol.com.br

Máscaras Africanas
out 25th, 2018 by Sardinha

ORIGEM DAS MÁSCARAS

As máscaras têm origem na pintura corporal de rituais primitivos, sendo seu uso adotado desde os tempos pré-históricos. Usá-la pode significar deixar de lado uma personalidade cotidiana para assumir as qualidades do ser que ela representa. Essa intenção explica o mais antigo registro de sua existência, encontrado na caverna de Lascaux, na França, em desenhos feitos nas paredes mostrando homens mascarados com cabeças de animais, os quais acreditavam adquirir as forças da caça.
Mais tarde, na China, as máscaras eram confeccionadas para afastar os maus espíritos. Muitos sacerdotes de civilizações primitivas, como os pajés entre os indígenas, usavam máscaras para incorporar entidades que eles acreditavam curar os enfermos.
Os romanos ignoravam as máscaras, usavam pintura no rosto. Na Idade Média, as máscaras apareciam discretamente. Já no Renascimento, as máscaras apareciam com muito brilho, muita pompa. Os personagens mais conhecidos eram o Pierrô, a Colombina, a Pulcinella e o Arlequim, que inspiraram o Carnaval, uma das maiores festas brasileiras.
As máscaras são evocadas para reviver tradições, raízes históricas etc. É um recurso de memória que incita a fantasia. O teatro também as adota, com variadas finalidades.

As máscaras africanas

As “máscaras” são as formas mais conhecidas da plástica africana. Constituem síntese de elementos simbólicos mais variados se convertendo em expressões da vontade criadora do africano.
Foram os objetos que mais impressionaram os povos europeus desde as primeiras exposições em museus do Velho Mundo, através de milhares de peças saqueadas do patrimônio cultural da África, embora sem reconhecimento de seu significado simbólico.

Arte Africana
out 25th, 2018 by Sardinha

Introdução 

A arte africana é um conjunto de manifestações artísticas produzidas pelos povos da África subsaariana ao longo da história.

História e características da arte africana 

O continente africano acolhe uma grande variedade de culturas, caracterizadas cada uma delas por um idioma próprio, tradições e formas artísticas características. O deserto do Saara atuou e continua atuando como uma barreira natural entre o norte da África e o resto do continente. Os registros históricos e artísticos demonstram indícios que confirmam uma série de influências entre as duas zonas. Estas trocas culturais foram facilitadas pelas rotas de comércio que atravessam a África desde a antiguidade.

Podemos identificar atualmente, na região sul do Saara, características da arte islâmica, assim como formas arquitetônicas de influência norte-africana. Pesquisas arqueológicas demonstram uma forte influência cultural e artística do Egito Antigo nas civilizações africanas do sul do Saara.

A arte africana é um reflexo fiel das ricas histórias, mitos, crenças e filosofia dos habitantes deste enorme continente. A riqueza desta arte tem fornecido matéria-prima e inspiração para vários movimentos artísticos contemporâneos da América e da Europa. Artistas do século XX admiraram a importância da abstração e do naturalismo na arte africana.

A história da arte africana remonta o período pré-histórico. As formas artísticas mais antigas são as pinturas e gravações em pedra de Tassili e Ennedi, na região do Saara (6000 AC ao século I da nossa era).

Outros exemplos da arte primitiva africana são as esculturas modeladas em argila dos artistas da cultura Nok (norte da Nigéria), feitas entre 500 AC e 200 DC. Destacam-se também os trabalhos decorativos de bronze de Igbo-Ukwu (séculos IX e X) e as magníficas esculturas em bronze e terracota de Ifé (do século XII al XV). Estas últimas mostram a habilidade técnica e estão representadas de forma tão naturalista que, até pouco tempo atrás, acreditava-se ter inspirações na arte da Grécia Antiga.

Os povos africanos faziam seus objetos de arte utilizando diversos elementos da natureza. Faziam esculturas de marfim, máscaras entalhadas em madeira e ornamentos em ouro e bronze. Os temas retratados nas obras de arte remetem ao cotidiano, a religião e aos aspectos naturais da região. Desta forma, esculpiam e pintavam mitos, animais da floresta, cenas das tradições, personagens do cotidiano etc.

Chegada ao Brasil 

A arte africana chegou ao Brasil através dos escravos, que foram trazidos para cá pelos portugueses durante os períodos colonial e imperial. Em muitos casos, os elementos artísticos africanos fundiram-se com os indígenas e portugueses, para gerar novos componentes artísticos de uma magnífica arte afro-brasileira.

Contato com os Maias, Incas e Astecas
out 16th, 2018 by Sardinha

O contato entre brancos e índios na América

Logo de início, os índios receberam cor­dialmente os europeus em geral.

Entretanto, a cobiça dos brancos por ouro, prata e artigos exóticos logo mudaria essa relação pacífica, promovendo um violen­to etnocídio das populações nativas. Além da destruição física propriamente dita, os nativos americanos tiveram sua cultura, seus usos e seus costumes destruídos pelos europeus, que, em nome da “civilização” e da “religião”, lhes impuseram novos idiomas e uma nova fé.


O contato com os astecas

Uma antiga profecia asteca afirmava que um dia o deus Quetzalcoatl, a serpente emplumada, que era retratado como um homem de pele clara e de barba, viria, em pessoa, pelo mar.

Quando os espanhóis chegaram saindo das águas, com vestimentas brilhantes (armaduras), de pele e olhos claros e barbudos, os astecas creditaram que a profecia estava se concretizando.

Para agradar a esse deus, o imperador Montezuma II o recebeu com presentes e festas, mas o espanhol Fernão Cortez, impressionado com a grandiosidade dos templos e com a cidade, tratou logo de conquistar aquela região cujo povo conhecia e dominava a arte da fundição aurífera.

O povo já ouvira falar que aqueles “deuses” possuíam “raios que matavam” (arcabuzes) e ficaram aterrorizados com a visão daqueles homens brilhantes montados em “monstros que soltavam fumaça pelo nariz” (cavalos, animais desconhecidos até então).

Numa demonstração de força e ousadia, Cortez exigiu vinte bravos guerreiros astecas. Ao ter o pedido atendido, Cortez decepou as mãos daqueles valentes guerreiros na frente do imperador Montezuma.

Em seguida, os espanhóis iniciaram a destruição da cidade e Montezuma, um so­berano prisioneiro, pregara uma política de conciliação com os invasores. O povo asteca reagiu à invasão como pôde e, num desses confrontos, Montezuma foi morto.

Seu sucessor, Cuauhtémoc, enfrentou os espanhóis, que haviam conseguido apoio de tribos rivais, e foi derrotado em 13 de agosto de 1521. Ao se tornar prisioneiro dos espa­nhóis, foi barbaramente torturado durante três anos, até que Cortez resolveu enforcá-lo.

Com apenas 11 navios, 500 soldados, 16 cavalos e 10 canhões, Fernão Cortez conquistou o Império Asteca, que, na época, possuía cerca de 15 milhões de habitantes.

Para realizar tal proeza, os espanhóis con­taram com cavalos e canhões, que os nativos não conheciam, com as disputas internas e as revoltas de outros povos dominados pelos aste­cas, mas que não aceitavam essa subordinação.


O contato com os maias

Após a conquista do México, Fernão Cor­tez enviou Pedro Alvarado para a região de Yucatán, em 1523.

Os maias que os espanhóis encontraram nem de longe lembravam a civilização cujas ruínas encantaram e encantam estudiosos e turistas.

Aterrorizados pelas armas de fogo e pelo cavalo, os descendentes maias sucumbiram ao poder espanhol. Além da belicosidade es­panhola, os nativos foram derrubados por epidemias desconhecidas por eles, como a va­ríola.

Mesmo conquistados e aviltados, os des­cendentes maias preservaram variações da língua maia, especialmente na península de Yucatán e na Guatemala. Ninguém sabe por que os maias abandonaram suas cidades e ninguém consegue explicar também como eles conseguiram resistir até hoje, mantendo tradições milenares.


O contato com os incas

Em 1531, Francisco Pizarro partiu para o Peru para anexar o Império Incaico à Espa­nha. Contava com cerca de 180 homens, 37 cavalos e algumas armas de fogo.

O chefe supremo inca – Sapa-Inca – de­tinha os poderes militar, religioso e político, mas a sua sucessão não era muito bem esta­belecida e a disputa pelo poder desencade­ava lutas sangrentas entre os candidatos ao título.

À época da chegada dos espanhóis, o Império Inca estava sendo disputado entre os irmãos Atahualpa e Huáscar. Atahualpa tornou-se o Sapa-Inca após derrotar o ir­mão.

Quando Pizarro chegou aos altiplanos an­dinos, encontrou-se com Atahualpa na cidade de Cajamarca e lá o inca foi feito prisioneiro dos espanhóis.

Pizarro exigiu um fabuloso resgate pela vida do imperador, assim como Cortez havia feito com a prisão de Montezuma, no México, em que ele recebeu 800 kg de ouro asteca.

Os homens de Pizarro exigiram como res­gate uma sala de ouro e prata. A sala possuía 6,70 m de comprimento, 5,20 m de largura e 2,70 m de altura. No total, os espanhóis rece­beram mais de 5 toneladas de ouro! Mesmo assim, a vida de Atahualpa não foi poupada.

A prisão e morte do imperador inca der­rubou qualquer resistência aos espanhóis, de imediato. Os nativos abandonaram as cidades e os povoados e iniciaram a reação ao domí­nio espanhol.

O último imperador andino foi Tupac Amaru, que efetivou a última grande revol­ta contra o domínio espanhol. Executado em 1572, seu nome tornou-se símbolo da luta pela liberdade. No século XVIII, seu descen­dente João Gabriel Tupac Amaru liderou uma rebelião indígena contra os espanhóis. Após violentos enfrentamentos, Tupac Amaru foi preso, torturado e morto em Cuzco, em 1781. O nome Tupac Amaru foi proibido em público e o uso de ornamentos da nobreza inca tam­bém foi proibido.

A conquista da América Andina contou com a violência bélica (cavalo, espadas e canhões), com a violência cultural (imposi­ção dos valores europeus sobre os nativos) e ainda com o imaginário popular (os incas, ao verem os espanhóis brancos, barbudos e de armaduras, acreditaram que era o deus Viracocha, o filho do Sol). Além disso, os es­panhóis conseguiram a adesão da classe do­minante. O povo agora trabalharia não para o rei, mas para a Espanha.

SIDEBAR
»
S
I
D
E
B
A
R
«
»  Substance: WordPress   »  Style: Ahren Ahimsa