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ARTE ROMÂNICA
jun 11th, 2019 by Sardinha

ARTE ROMÂNICA

      O período românico estendeu-se do século X até meados do século XII. Neste período a igreja cristã buscou afirmar-se como poder na sociedade e teve como principal instrumento de poder o uso de pedras na construção de suas igrejas.

Sua área de influência foi Itália, a Gália – principalmente Provença – a Espanha, com influência árabe, a Alemanha e a Bretanha.

A arquitetura dos templos religiosos retratava monumentalidade, solidez e durabilidade. As grandes construções tiveram os seus alicerces identificados com Cristo, que refletia a fortaleza do mundo feudal. As torres presentes nas igrejas foram identificadas como a representação do vínculo entre Deus e os homens.

A escultura deste período faz parte da estrutura da igreja, aparecendo nas fachadas em relevo, assumindo aspectos de pilares de sustentação. A função das esculturas era doutrinar, uma vez que assumiam aspectos narrativos, reproduzindo passagens bíblicas. Integrando-se à arquitetura, possuíam motivos humanos, animais ou geométricos, sem nunca abandonar características simbólicas.

A pintura foi utilizada em afrescos, painéis, ilustrações e pergaminhos. Possuía um traço firme e contínuo e cores intensas, apresentando sempre um caráter doutrinador.

Principais características:

Arquitetura – Abóboda em substituição ao telhado das basílicas;

Aberturas raras e estreitas terminam em arco pleno e ornadas por colunelos;

Torres, que aparecem no cruzamento das naves ou na fachada; às vezes, são

Separadas do corpo da igreja.

Pintura – Técnica pobre, figuras com articulações quebradas, uniformes, corpos longos    e

Curvos para a frente.

Escultura – Imitação de formas rudes, figuras curtas ou alongadas, ausência de movimentos

Naturais.

 

ARTE GÓTICA
maio 7th, 2019 by Sardinha

Período Gótico                       

       Período compreendido entre meados do século XII e início do século XIV, onde o esplendor medieval foi marcado pelo crescimento das cidades, gerando um período de prosperidade econômica.

Na construção de catedrais, principais espaços arquitetônicos deste período, foram utilizados arcos em ogiva, a fim de se obter maiores vãos. Vitrais iluminavam o interior das catedrais, criando nestas uma atmosfera mística. As paredes translúcidas mostravam narrativas dos textos sagrados, procurando recordar constantemente as palavras proferidas pelos sacerdotes. As catedrais góticas possuíam torres laterais de grande altura e arcos em forma de ogiva nas suas portas de entrada, ressaltando a grandiosidade.

O culto à Virgem Maria foi instituído neste período e a imagem de virgem transformou-se na imagem simbólica da Igreja. A imagem de Nossa Senhora era destacada em esculturas ou em vitral circular, denominado Rosácea, presente nas fachadas. A virgem Maria passou a ser identificada com a figura da flor.

A escultura religiosa encontrou espaço nas pequenas imagens, fáceis de serem carregadas por seus devotos. Nestas, pode-se constatar a utilização de mármore, madeira, marfim e ouro, além de pedras preciosas.

A pintura era evidenciada nas têmperas dos retábulos que compõem  o altar e através dos livros de orações que eram complementados com o uso de iluminuras.

Principais características:

  • Arquitetura: Apresenta perfeita harmonia entre interior e exterior, formando um todo orgânico, cujos elementos se definem por sua função no conjunto. Nas igrejas, observa-se uma atmosfera de religiosidade, com o predomínio da vertical, reforçando no homem o sentimento de pequenez e ânsia de conquista do infinito. Templos mais famosos: Catedral de Hartres, Catedral de Reims, Catedral de Colônia, Catedral de Notre Dame de Paris e Milão.
  • Escultura: Normalmente integrada na arquitetura, predomina o convencionalismo da arte românica. A expressividade se concentra no rosto.
  • Pintura: Tem caráter bidimensional e é substituída pelo vitral policromado, cujos efeitos plásticos e luminosidade difusa criam ambiente de recolhimento e piedade cristãos.
ARTE GERMÂNICA
maio 7th, 2019 by Sardinha

Arte dos povos germânicos

     Arte dos povos germânicos ou arte bárbara refere-se à arte dos povos conhecidos genericamente como bárbaros(mongóis, vândalos, alanos, francos, germânicos e suecos entre outros) que, depois da queda do Império Romano, avançaram definitivamente sobre a Europa. Esses grupos, essencialmente nômades, não demoraram a assimilar a cultura e a religião (Cristianismo) dos povos conquistados, ao mesmo tempo que lhes transmitiam seus próprios traços culturais, o que deu origem a uma arte completamente diferente, que assentaria as bases para a arte européia dos séculos VIII e IX: o estilo românico. Foi também a partir dessa época que artistas e artesãos se organizaram em oficinas supervisionadas pela Igreja, origem das corporações de ofício que perdurariam por quase mil anos. O fato de não possuírem um habitat fixo influenciou grandemente os costumes e expressões artísticas dos bárbaros. Era notável sua destreza naquelas disciplinas que permitiam a fabricação de objetos facilmente transportáveis, fossem eles de luxo ou utilitários. Assim, não é de admirar que tenham sobressaído na ourivesaria, na fundição e moldagem de metais, tanto para a fabricação de armas quanto de jóias, e nas técnicas de decoração correspondentes, como a tauxia ou damasquinagem, a esmaltação, a entalhadura e a filigrama.

Todos esses povos tiveram uma origem comum na civilização celta, que desde o século V a.C. até a dominação romana se estabeleceu na Europa de norte a sul e de leste a oeste. Em suas crônicas, os romanos os descrevem como temíveis guerreiros e hábeis fundidores de metais. Uma vez dominados, uma boa parte da população foi assimilada pelo império e outra fugiu para o norte. Somente quando o império começou a ruir conseguiram penetrar em suas fronteiras e estabelecer numerosos reinos, dos quais se originaram, em parte, as nacionalidades européias.

A Europa entrou assim num dos períodos históricos mais obscuros, a meio caminho entre a religiosidade, agora em parte aceita, dos primeiros cristãos e a beligerância selvagem dos novos senhores. Mais tarde sofreria também o açoite dos vikins dinamarqueses vindos do norte, em perpétua luta contra os francos e os eslavos ocidentais. Por seu lado, a Igreja ia ganhando posições com a proliferação de mosteiros exatamente onde os mais temíveis exércitos não conseguiam vencer as batalhas: as ilhas britânicas e o leste da Europa.

ARTE ISLÂMICA
maio 7th, 2019 by Sardinha

ARTE ISLAMICA

Aparentemente sensual, a arte islâmica foi na realidade, desde seu início, conceitual e religiosa.
No âmbito sagrado evitou-se a arte figurativa, concentrando-se no geométrico e abstrato, mais simbólico do que transcendental. A representação figurativa era considerada uma má imitação de uma realidade fugaz e fictícia. Daí o emprego de formas como os arabescos, resultado da combinação de traços ornamentais com caligrafia, que desempenham duas funções: lembrar o verbo divino e alegrar a vista. As letras lavradas na parede lembram o neófito, que contempla uma obra feita para Deus.

Na complexidade de sua análise, a arte islâmica se mostra, no início, como exclusividade das classes altas e dos príncipes mecenas, que eram os únicos economicamente capazes de construir mesquitas, mausoléus e mosteiros. No entanto, na função de governantes e guardiões do povo e conscientes da importância da religião como base para a organização política e social, eles realizavam suas obras para a comunidade de acordo com os preceitos muçulmanos: oração, esmola, jejum e peregrinação.

ARQUITETURA

     As mesquitas (locais de oração) foram construídas entre os séculos VI e VIII, seguindo o modelo da casa de Maomé em Medina: uma planta quadrangular, com um pátio voltado para o sul e duas galerias com teto de palha e colunas de tronco de palmeira. A área de oração era coberta, enquanto no pátio estavam as fontes para as abluções. A casa de Maomé era local de reuniões para oração, centro político, hospital e refúgio para os mais pobres. Essas funções foram herdadas por mesquitas e alguns edifícios públicos.

     No entanto, a arquitetura sagrada não manteve a simplicidade e a rusticidade dos materiais da casa do profeta, sendo exemplo disso as obras dos primeiros califas: Basora e Kufa, no Iraque, a Cúpula da Roca, em Jerusalém, e a Grande Mesquita de Damasco. Contudo, persistiu a preocupação com a preservação de certas formas geométricas, como o quadrado e o cubo. O geômetra era tão importante quanto o arquiteto. Na realidade, era ele quem realmente projetava o edifício, enquanto o segundo controlava sua realização.

     A cúpula de pendentes, que permite cobrir o quadrado com um círculo, foi um dos sistemas mais utilizados na construção de mesquitas, embora não tenha existido um modelo comum. As numerosas variações locais mantiveram a distribuição dos ambientes, mas nem sempre conservaram sua forma. As mesquitas transferiram depois parte de suas funções aos edifícios públicos: por exemplo, as escolas de teologia, semelhantes àquelas na forma. A construção de palácios, castelos e demais edifícios públicos merece um capítulo à parte.

     As residências dos emires constituíram uma arquitetura de segunda classe em relação às mesquitas. Seus palácios eram planejados num estilo semelhante, pensados como um microcosmo e constituíam o hábitat privativo do governante. Exemplo disso é o Alhambra, em Granada. De planta quadrangular e cercado de muralhas sólidas, o palácio tinha aspecto de fortaleza, embora se comunicasse com a mesquita por meio de pátios e jardins. O aposento mais importante era o divan ou sala do trono.

    Outra das construções mais originais e representativas do Islã foi o minarete, uma espécie de torre cilíndrica ou octogonal situada no exterior da mesquita a uma altura significativa, para que a voz do almuadem ou muezim pudesse chegar até todos os fiéis, convidando-os à oração. A Giralda, em Sevilha, era o antigo minarete da cidade. Outras construções representativas foram os mausoléus ou monumentos funerários, semelhantes às mesquitas na forma e destinados a santos e mártires.

Referências bibliográficas

  • ARTE bárbara, bizantina e islâmica. Barueri, SP: Videolar Multimídia, [2004]. 1 CD-ROM. (Enciclopédia Caras, 4). (bibliografia completa)
ARTE BIZANTINA
fev 20th, 2019 by Sardinha

A Arte e a Idade Média

Na idade Média, a arte tem suas raízes na época conhecida como paleocristã. Trazendo profundas modificações no comportamento humano, o Cristianismo promoveu profundas modificações na arte, que se voltou para a valorização do espírito.

 A arte Bizantina

       Constantino, grande imperador romano que reinou de 306 a 337 (ano de sua morte), tomou duas decisões que mudaram para sempre a história da humanidade: oficializou o cristianismo e fundou uma nova capital imperial em Bizâncio.

Quanto ao local da nova capital, Constantino, olhando para o Oriente, Escolheu uma cidade fortificada grega chamada Bizâncio. A cidade daria seu nome ao Império Bizantino, assim como Constantino daria o seu à cidade que passaria a chamar-se Constantinopla. Conhecida como “ Nova Roma”, Constantinopla trazia consigo heranças romanas na ideologia e na administração; somente o latim não conseguiu ser incorporado nessa capital romana, onde o grego permaneceu como língua oficial.

Constantino rompeu com as tradições do Império Romano ao conceder liberdade religiosa aos cristãos e, no famoso Édito de Milão de 313, concedeu a todos os homens a liberdade de seguir a religião que quisessem. Tal ato abriu caminho para a conversão ao cristianismo, que foi oficializado nos territórios romanos somente em 391, por Teodósio.

Após a divisão do império em dois, o Império Romano do Ocidente enfraquecia com as invasões bárbaras, já o Império Romano do Oriente permanecia unificado sob o poder do Imperador, progredindo fabulosamente. O desenvolvimento do comércio exterior garantia o luxo e a riqueza da cidade ao propiciar uma arte luxuosa e rica em decoração, desenvolvida no Oriente. Essa arte podia ser vista nos mosteiros e monumentos espalhados por toda a região mediterrânea e nos países eslavos da Europa do Leste, perdurando por toda a Idade Média.

Apesar de Enfrentar várias crises políticas, o império manteve-se unido até 1453, quando os turcos otomanos tomaram Constantinopla – que teve seu nome mudado para Istambul.

O Império Bizantino conquistou seu apogeu político e cultural durante o governo de Justiniano, que durou de 527 a 565 d.C.

Esse estilo de arte corresponde a uma época de afirmação da Igreja Cristã, somente quando a religião é oficializada, a arte perde seu caráter popular e assume uma forma solene e majestosa. Enquanto a arte paleocristã pregava a pobreza e a santidade, essa nova arte é caracterizada pela concepção Imperial de ostentação.

Com o objetivo de expressar a autoridade absoluta, as imagens dos imperadores passaram a se misturar ao sagrado. Novas convenções foram adotadas como a lei da frontalidade e a colocação de grandes halos sobre a cabeça dos imperadores – indicando que eles seriam representantes de Deus, com poderes temporais e espirituais.

Desde o início, as criações artísticas diferiam dos modelos clássicos por meio da simplificação. A representação da figura era chapada, isto é, sem volume, rígido. O artesão não tinha interesse em mostrar profundidade e perspectiva; dava ênfase às forma plana, criando figuras altas, em cujas faces amendoadas se ressaltavam olhos enormes que olhavam diretamente para frente, sem movimento.

Nesse momento, a beleza formal d arte clássica era substituída, na arte cristã, pela intenção espiritual e abstrata, em que a ideia tornava-se lentamente mais importante que a forma.

A esplêndida decoração do estilo bizantino aparece no dourado que reluz como fundo dos mosaicos coloridos, revestindo as paredes e o teto das igrejas. As colunas, feitas em mármore e com seus capitéis esculpidos de forma rendilhada, completam a luxuosa decoração.

A arte bizantina esteve ligada à composição de superfícies de mosaicos.

Quanto menores os cubos utilizados, desenhos mais variados eram permitidos. O Cesaropapismo foi a forma de governo adotada pelo império bizantino e ficou evidenciada nas manifestações artísticas que mostravam uma arte inteiramente centralizada na corte, expressando a autoridade absoluta, uma grandeza sobre humana e uma inacessibilidade mística.

Na arte bizantina, Cristo foi representado como rei e Maria como rainha. Antes da Igreja cristã ser aceita pelo grande império, os ritos pelos mártires eram discretos. Com o triunfo da igreja houve uma transformação evidente, cada espaço religioso passou a representar o orgulho que tinha por seus mártires. Por dez séculos, os mosaicos foram a base da decoração das igrejas orientais. Estas figuras tornaram-se objeto de devoção e ícone.

Arquitetura – Caracterizada por:

– Arcadas sobre colunas e cúpulas sobre pendentes;

– decoração florística e faunística;

Tem na arquitetura o seu ponto alto, tendo sido notáveis os templos:

– Igreja do Santo Sepulcro, na Palestina, mandada construir por Santa Helena, mãe do imperador Constantino;

– basílica dos Mártires, no rochedo do Gólgota;

– Igrejas de Santa Irene e dos Santos Apóstolos;

– Igreja de São Marcos, em Veneza.

Pintura:

– gesto paralelo das figuras;

– figuras chatas, em duas dimensões, pescoço longo, braços, pés e cabeça      pequenos, magreza;

– altura excessiva;

– preferência pela atitude e não pela ação, no gesto do corpo;

– figuras angélicas, proféticas, apostólicas;

– ausência de paisagem, fundo escuro, predomínio das figuras agrupadas, em procissão;

– predomínio do mosaico, a arte de maior teor bizantino.

Escultura:

– Influenciada pela tradição helênica e pelo Cristianismo, a escultura bizantina revela o gosto e o prestígio do efeito monumental.

ARTE PALEOCRISTÃ – II
fev 20th, 2019 by Sardinha

ARTE PALEOCRISTÃ – Parte II

CATACUMBAS

As catacumbas, invioláveis pela lei romana, serviam como refúgio para a população cristã perseguida que, ao mesmo tempo em que venerava seus mortos, se reunia para pregar e difundir a nova religião, pela qual eles seriam agraciados com a ressurreição para a vida eterna.     A palavra catacumba, em latim, significa “cavidade”; as catacumbas eram buracos subterrâneos destinados ao sepultamento dos mortos. Elas eram cavadas em rochas esponjosas e tinham cerca de 4 metros de altura por 1 metro de largura. Nas paredes dos corredores eram encontradas cavidades suficientes para receber três corpos colocados em posição horizontal.

Em determinados espaços, as galerias se ampliavam, formando lugares maiores nos quais os cristãos se reuniam. Somente após o cristianismo tornar-se religião oficial, esses locais passaram a ser usados nas cerimônias fúnebres realizadas pelos bispos. Era na escuridão e no silêncio das catacumbas que os cristãos registravam seus encontros pintando símbolos nas paredes.

Segundo as leis romanas, um cadáver não poderia ser enterrado nem cremado dentro da cidade; geralmente, elegiam um lugar para os sepultamentos próximos às vias que partiam da cidade. Esses lugares eram denominados necrópoles.

A palavra necrópole era utilizada pelos pagãos; já os cristãos preferiam a palavra cemitério – termo inventado por eles, derivado do verbo grego Koimao, que significa dormir. Ao empregar este termo, percebe-se claramente a fé dos cristãos, pois o cemitério era o lugar do sono de espera para a ressurreição do corpo.

Nos corredores existentes, o ar era frio – devido à umidade – e abafado, porém existiam algumas aberturas no teto que recebiam luz e ventilação, facilitando a respiração.

A FUNÇÃO DA ARTE PRITIVA CRISTÃ

As pinturas encontradas nas catacumbas eram afrescos de caráter simbólico e metafórico, que adornavam os túmulos, os altares e os oratórios. Sua função não se restringia a embelezar e enaltecer a morada do falecido, também propagavam o cristianismo, mostrando que a morte não era o final, ao contrário, representava porta de entrada para a vida eterna. As decorações eram lineares e esquemáticas, muito simples e toscas. Traziam características da arte greco-romana e não eram concebidas pelos artífices da época, mas por homens do povo, adeptos da nova religião.

O pintor das catacumbas não se preocupava em apresentar a cena com maior dramaticidade; objetivava mostrar a força do poder espiritual da salvação – as ideias de clareza e simplicidade superavam as de fiel imitação.

Houve grande facilidade de adaptação dos motivos tradicionais – flores, frutas, fauna e cupidos – aos temas criados pelos cristãos, inspirados no Antigo e no Novo Testamento.

No início, o cristianismo não alterou as formas do desenho, apenas seu conteúdo. Sua função era essencialmente pedagógica; encarregava-se de mostrar aos analfabetos em que deveriam acreditar. A mitologia greco-romana teve seu posto tomado pelas lendas cristãs; as narrativas bíblicas retratavam as ideias de ressurreição e salvação pela fé, como nas cenas de Noé, Jonas lançado ao mar e a ressurreição de Lázaro. O Redentor aparece na figura do Bom Pastor; e a Nossa Senhora, na figura da Madona com o Menino. Outro símbolo muito importante entre os cristãos, encontrado nas catacumbas, é o pão e o peixe, pois relacionavam-se ao milagre da multiplicação e também à figuração da eucaristia.

Extraído do livro “Arte Primitiva Cristã” de Sueli Lemos e Edna Ande – Ed. Callis – 2013

ARTE PALEOCRISTÃ – I
fev 20th, 2019 by Sardinha

ARTE PALEOCRISTÃ – Parte I

 

     Na época da arte paleocristã, a filosofia e as artes já haviam sentido o impacto do período helenístico, momento de crise e expansão marcado pelas “novidades” trazidas do Oriente por homens como Alexandre, o Grande, em suas campanhas militares.

Um novo estilo de vida, imperturbável, começa a aparecer no mundo grego com Epicuro, que ressaltava o papel da amizade na busca da felicidade, e com Zenão de Cítio, pai do estoicismo, que propunha uma vida de acordo com a  natureza, que para ele estava repleta da presença dos deuses. O estoicismo marcou bastante o cristianismo, uma vez que, que para os estoicos, os deuses se manifestavam no mundo material, tal qual a razão (logos) seminal e o sopro divino. Essas filosofias serviram de base para o cristianismo em seu surgimento e o período é fascinante também porque o pensamento e a arte cristã se consolidaram em  Roma nos primeiros séculos dessa era. Assim, o cristianismo representava uma nova maneira de pensar e agir.

A restrição inicial ao culto cristão caracteriza a produção artística desta época, em que são revelados todo o simbolismo das catacumbas e o contexto das perseguições religiosas. Esse período de transição e assimilação marca a estética da arte paleocristã, que sempre traz em si tradições artísticas grego-romanas, orientais e médio-orientais, só que agora traduzidas nas figuras dos apóstolos e santos nas igrejas, e cifradas nos símbolos dos mártires e na narrativa bíblica.

 

ARTE PRIMITIVA CRISTÃ

 

      Não se pode compreender a arte medieval sem ter como referência “a nova fé”, o cristianismo, que se iniciou na Idade Antiga, mas seu culto foi aceito e regido dentro de um novo período designado por Idade Média (476 a 1453). A arte primitiva cristã é uma arte de caráter religioso que apareceu como tradição, marcando a passagem da Idade Média para a Idade Moderna.

A partir do nascimento de Jesus Cristo, durante o Império Romano e sob o reinado de Augusto, surgiu uma nova religião conhecida como cristianismo. Seus seguidores foram perseguidos até o século IV d.C., pois os romanos os consideravam ateus perante seus deuses.

As invasões bárbaras, a exaustão dos recursos financeiros, as disputas de classes sociais e a corrupção política e administrativa foram as causas que levaram o império Romano ao declínio.

O povo, impotente diante do colapso social, voltou-se ao misticismo, encontrando conforto na religião cristã. A nova religião pregava a adoração a um deus único e não fazia distinção social; todos eram irmãos em busca da salvação, perante o amor de Cristo.

O cristianismo utilizou-se de figuras e símbolos pagãos, isto é, greco-romanos, dando a eles uma nova conotação. O virtuosismo das pinturas helenísticas da época já não atendia às necessidades de representação de um povo que buscava dentro da espiritualidade uma nova forma de expressão.

Essa filosofia não era bem vista aos olhares dos imperadores romanos, que se sentiam ameaçados, gerando uma violenta oposição do Estado frente ao cristianismo, considerando um inimigo poderoso. Tal situação viria a mudar a trajetória da arte.

 

ARTE EGÍPCIA
fev 13th, 2019 by Sardinha

A ARTE E A ANTIGUIDADE                                    Arte

ARTE MESOPOTÂMICA

– Região situada entre os rios Tigre e Eufrates, ali se desenvolveram três grandes civilizações: A Sumeriana, desde o terceiro milênio a.C., a Babilônica e a Assíria.

– O período Sumeriano foi notável o desenvolvimento na arquitetura, escultura, cerâmica e pintura.

– Na arquitetura do período Babilônico, merecem menção:

. os zigurates – grandes torres de sete andares, todos atingidos pelo sistema

de rampas

. os templos e os observatórios astronômicos;

. as grandes muralhas;

. os palácios com jardins suspensos

– Período Assírio, merece especial relevo a arquitetura e escultura.

ARTE EGÍPCIA

As representações das divindades, bem como de seus poderes e domínios, apareciam em pinturas e relevos, aplicados em papiros, paredes dos templos, palácios e pirâmides e também em objetos de uso pessoal. As imagens produzidas no mundo egípcio seguiam o princípio da Lei da Frontalidade que mostrava uma visão completa do objeto. Ela era baseada no que se sabia existir ou pertencer à imagem e não exatamente ao que se estava visualizando.

A representatividade arquitetônica no Egito ficou por conta das estruturas funerárias, evidenciada nas construções das mastabas e pirâmides, destinadas à moradia do faraó após sua morte terrena.. As pirâmides revelam uma sociedade organizada e de forte poder centralizador. Além de um grande domínio tecnológico eram a representação do encontro simbólico do deus com o homem. Outro elemento arquitetônico do Egito eram os templos de seus governantes e nestes destacaram-se a presença das colunas com capitéis, caracterizando as formas da flor de lótus: lotiforme , papiro: papiriforme e palmeira: pauliforme.

As esculturas egípcias representavam uma imagem estática fiel ao modelo. Também estas se relacionavam sempre ao faraó e aos cuidados para com ele em sua vida pós-morte. Os baixo relevos, presentes nas estruturas arquitetônicas representavam as celebrações e tinham um caráter narrativo, sendo constantemente complementados com a escrita.

A escrita evidenciava o controle do reino e era representada através de hierógrafos, uma escritas pictográfica, onde cada sinal representava um objeto. Esta escrita estava presente principalmente em folhas de papiro, mas poderia também aparecer em paredes ou blocos de pedra, onde os pictogramas eram pintados ou escavados. A pessoa responsável pela produção da escrita recebia o nome de escriba.

A arte egípcia pode ser considerada uma arte funerária, visto que as principais representações plásticas estiveram sempre voltadas para a vida após a morte. A arte celebrava a grandeza do reino e a majestade do faraó.

Principais características:

– Religiosidade refletindo em toda sua arte;

– Crença de uma vida futura, após a morte, quando, para os egípcios começa a verdadeira vida;

ARQUITETURA:

– Solidez e durabilidade;

– Sentido de eternidade;

– Aspecto misterioso e impenetrável;

– Dominantes horizontais (predomínio da largura sobre o comprimento);

– Predominância dos cheios sobre o vão;

– Predomínio da aparência sobre a realidade;

– Monumentos mais expressivos são os túmulos e os templos;

. pirâmide-túmulo real, destinado ao faraó.

. mastaba  – túmulo para o nobre.

. hipogeu – túmulo destinado à gente do povo.

ESCULTURA:

– Estatuária era a principal escultura.

– Crença imortalidade da alma fazia da reencarnação o mais importante dos elementos na plástica escultural;

– A “mumificação” do corpo, para evitar sua destruição;

– O “duplo”, uma espécie de exemplar idêntico, que transmigrava, na busca da perfeição;

– A “alma” que animava o duplo e era dele a parte mais sutil. A imagem de tudo que pertencia ao duplo também tinha duplos. Tudo era representado nos túmulos por meio da pintura e do baixo-relevo.

PINTURA:

– Ausência das três dimensões;

– Ignorância da profundidade;

– Colorido a tinta lisa, sem claro-escuro e sem indicação do relevo;

– Uniformidade das figuras, de modo a se distinguirem os grupos e se omitirem os indivíduos;

– Satisfação mais ao espírito que à inteligência. É uma caligrafia em que o pintor tenta transformar a profundidade em altura.

Arte Grega
fev 13th, 2019 by Sardinha

A ARTE GREGA    

DADOS HISTÓRICOS

– Período pré-grego ou pré-helênico de III milênio a,C. até cerca 700 a,C..

– Subsequentes da evolução artística grega recebem nome de período Arcaico e Clássico.

– Resultado fusão entre essa arte e a do Império macedônio de Alexandre Magno: o período helenístico.

– Região de Peloponeso, extremo sul da Grécia, que penetra no mar Mediterrâneo, chegaram invasões sucessivas do norte: aqueus, nos séc. XX a XV a,C.; dórios, no séc. XII a,C.; eólios e jônicos, nos séc. XII e XI a,C..

– Chegam a estas  costas elementos do Oriente e do Egito, alguns através da ilha Creta, com arte minóica, trazendo formas diferenciadas.

– A arquitetura do antigo Oriente, especialmente Mesopotâmia, inspirou a construção de amplos palácios;

– Aqueus invadem Peloponeso, subjugam Tirinto e Micenas, principais centros da cultura da região e conquistam Creta, funcionando como receptáculo das duas culturas e fonte originária de uma terceira cultura cretomicênica ou micênica.

– Com a invasão dos dórios, a civilização micênica entra em colapso, servindo de base à nova cultura que vai sendo aos poucos elaborada, ganhando simplicidade e funcionalidade dos dórios, e recebendo o naturalismo e o decorativismo dos jônicos.

– Essa mistura será responsável pela cultura grega propriamente dita.

PERÍODO ARCAICO:

– Organização social e política, baseada nos genos ( grupos familiares ), evolui para o sistema das cidades-estados.

– Séc. VIII a,C., passaram a oligarquias ( governo de poucas pessoas de uma só classe, no  caso a aristocracia ), transformando a economia agrária em comercial através das colônias gregas estabelecidas em todo mar Mediterrâneo.

– A vida urbana sobrepuja a vida rural, e a aristocracia passa a gastar suas rendas na cidade. Nasce poderosa camada de comerciantes.

–  Com as transformações econômicas e sociais, nasce o espírito de competição e a concepção individualista que irão formar toda a cultura grega.

Enquanto a arte egípcia é uma arte ligada ao espírito, a arte grega liga-se a inteligência.

– No domínio da arte, o lógico (predomínio da inteligência) supera o psicológico (predomínio do espírito), valorizando o valor estético.

A arte volta-se para o gozo da vida presente. Contemplando a natureza, o artista se empolga pela vida e tenta, através da arte, exprimir suas manifestações.

– Na sua constante busca da perfeição, o artista grego cria uma arte de elaboração intelectual em que predominam o ritmo, o equilíbrio, a harmonia ideal.

ARQUITETURA

– Predomínio da horizontal sobre a vertical;

– Planta retangular;

– Colunatas rodeando os edifícios;

– Frontão triangular.

Ordem dórica

 Nascida do sentir do povo grego, nela se expressa o pensamento;

– Severa e funcional, impondo uma coluna sem base, e o mais simples dos capitéis, com base lisa, quadrada;

-Apresenta o fuste assentado diretamente sobre o embasamento de patamares ímpares, sulcado geralmente por vinte caneluras de arestas vivas

– Idéia de solidez e imponência.

– Traduz a forma do homem.

       Ordem jônica

 – Exprime o sentir.

– Não assenta diretamente sobre patamares, mas sobre plintos.

– O fuste possui 24 caneluras em que as junturas dos canais não são arestas vivas.

– O capitel é ricamente ornado, tendo como importante elemento a forma de espiral, mais conhecida como voluta jônica.

– Mais luxuosa e refinada.

– Traduz a forma da mulher.

       Ordem coríntia

– A base da coluna é constituída de um grosso e um pequeno toro.

– O fuste tem caneluras semelhantes às da ordem jônica.

– O capitel é formado de volutas externas e internas, com três fiadas de folhas de acanto.

– Faustosa e decorativa.

– Sugere luxo e ostentação.

Principais monumentos da arquitetura grega:

  1. Templos, dos quais o mais importante é o Partenon de Atenas, consagrado a Atenéia Pártenos e construindo sobre a acrópole. Foi queimado em 480 a,C. pelos persas. Reconstruído de 447 a 432 a,C. por Ictino e Calicrates, sob a direção de Fídias. Sua primeira construção data da época de Sólon.
  2. Teatro, que se compunham de três partes: a skene ou cena, para os atores; a konistra ou orquestra, para o coro; o koilon ou arquibancada, para os espectadores.
  3. Ginásios, edifícios destinados à cultura física. Os jogos, muito apreciados entre os gregos, eram: ginástica – cinco jogos – corrida a pé, salto, luta, disco, dardo; agonística – três jogos – luta, corrida de carros, corrida de cavalos; atlética – dois jogos – luta e pugilato.

Na Grécia se desenvolviam os seguintes jogos:

  1. Jogos píticos – na Fócida, Delfos, em honra de Apolo Pítico. Ao vencedor era dada uma coroa de louro.
  2. Jogos nemésicos – na Argólida, em honra de Nêmesis, deusa que media a fortuna e a desgraça dos mortais.
  3. Jogos ístmicos – em Corinto, em honra de Poseidon.
  4. Jogos gerais – jogos olímpicos, na Élida, em honra de Zeus, celebrados de quatro em quatro anos, constituindo a Olimpíada. O herói recebia uma coroa de oliveira selvagem.
  5. Pórticos, dos quais o mais importante foi o de Delfos. Eram uma espécie de clube aberto, que acolhia viajantes. Nos pórticos, os jovens se reuniam em liberdade de determinados preconceitos.

ESCULTURA

– Esquece certo geometrismo do período anterior.

– Atenua excessivo frontalismo.

– Procura o naturalismo na representação do corpo humano.

– Acentuado antropomorfismo – esculturas de formas humanas.

PINTURA

– Vasos de cerâmica, que guardavam – além de  vinho,  azeite,  mel ou perfume – a arte dos

pintores consagrados.

– Afrescos de mosaicos romanos, que muitas vezes copiam literalmente os gregos.

– Utilização de gregas, espirais e rosáceas – cenas mitológicas e históricas de figuras cuidadosamente dispostas e equilibradas em volume e cor.

PERÍODO CLÁSSICO:

 – Das cidades-estados, Esparta e Atenas eram as mais importantes. Enquanto a primeira continuava governada por uma casta militar, a segunda evoluiu para uma democracia, que atinge seu mais alto grau de perfeição no século V a,C., o chamado “século de Péricles”(495-429 a,C.).

– O desenvolvimento democrático faz surgir um comportamento com sentimento de excelência, de busca de perfeição, sem cair na uniformidade ou monotonia.

– Preocupação de medida e ordem é tão forte quanto o apego à natureza.

– A realidade é o tema: a procissão que se alonga no friso do Partenon é a mesma que, todos os anos, leva a população à Acrópole.

– O assunto é religioso e místico, mas bem real.

– A coexistência entre o divino e o terreno será procurada por todos os artistas.

ESCULTURA

– Técnica antefrontal: flexão da espinha, equilíbrio das quatro partes, equilíbrio elástico;

– Movimento transitório, em três tempos;

– Expressão do gesto corporal , desembaraçados, sendo copiados de criaturas vivas;

– O torso da estátua , girando sobre a bacia, dá idéia de movimento;

– Uma perna sustenta o corpo enquanto a outra estira no chamado contraposte;

 PERÍODO HELENÍSTICO :

– O centro da evolução artística grega se desloca para o Oriente, durante os três séculos que se seguiram à conquista da Grécia por Felipe II, rei da Macedônia em 338 a,C..

– A Grécia passa a fazer parte do império Macedônico, depois ampliado com a conquista da Pérsia e todo o Oriente por Alexandre Magno, filho de Felipe II.

– Do amálgama das culturas grega e oriental, formou-se pouco a pouco a cultura helenística, cujos focos principais foram Alexandria, no Egito: Pérgamo, na Ásia Menor; Antioquia e Seleucia, na Síria.

– o novo Estado despreza os anseios de isolamento, a pureza étnica e tradição cultural para se apoiar nas estruturas sociais diversas, de cada região.

– O racionalismo é valorizado.

– Surge uma tendência à erudição levando a arte a seguir padrões que incluem ao mesmo tempo mais racionalismo e mais sentimentalismo, gregos na forma, porém mais abertos à influência das civilizações asiáticas.

– Desenvolve-se o planejamento urbanístico.

ARQUITETURA:

– Os elementos básicos da arquitetura se conservam, enquanto é adotado o arcobotante oriental: um pílar terminado em meio arco, para apoiar.

ESCULTURA:

– Apresenta um realismo que conhece tanto o dramático como o lírico, às vezes exibindo-se em efeitos teatrais.

PINTURA:

– Continua realista.

– Muitas cenas cobrem as colunas, por meio de diversas técnicas: a eucásutica – dissolução das tintas em uma cera quente que lhes dá brilho semelhante ao do verniz – a  têmpera – dissolução das tintas em adesivo, cola ou caseína do ovo, para que possam aderir melhor às superfícieis – a pintura sobre mármore, placas de cerâmica ou vasos.

– Surge a pintura de cavalete.

Arte Romana
fev 13th, 2019 by Sardinha

A ARTE ROMANA

– Civilização caracterizada pelo senso de realismo e utilitarismo, a arte romana deriva, de um lado, dos etruscos, do outro lado, da Grécia;

– Da influência etrusca os romanos herdaram a abóbada;

– Da Grécia, as estátuas decoraram os palácios dos  grandes romanos;

– A arte romana característica inicia-se nos primeiros tempos da República, com a expulsão de Tarquinio, o Soberbo, em 509 a,C.

Arquitetura:

– Princípios estéticos:

– superposição de ordens; dórica no andar inferior, jônica no centro e coríntia no superior, formando a chamada ordem compósita;

– busca do útil imediato;

– grandeza material, realçando a idéia de força;

– energia e sentimento de durabilidade;

– predomínio do caráter sobre a beleza;

– visão do colossal e do excessivo, inclusive na decoração.

– As construções eram de quatro espécies, de acordo com as funções:

Religião: Templos

Comércio e civismo: Basílicas

Higiene: Termas

Divertimento: Circo, Teatro, Anfiteatro

Monumentos Decorativos: Arco triunfo, Coluna Triunfal

Escultura:

– Mais realista que idealista, a estatuária romana teve seu maior êxito na retratística;

– As figuras são assinaladas pela veracidade individual;

– Estátuas mitológicas – Zeus, Hera, Hermes

– Estátuas alegóricas

– Baixos-relevos históricos

– Monumentos funerários

Pintura:

– Retratística e a decorativa;

– Temática – cenas eróticas, cenas de magia e cenas semelhantes às do estilo francês do século XVIII;

– Arte vivaz, ligeira, preferindo o gracioso ao austero;

– perspectiva convencional;

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